The Underground Railroad – Colson Whitehead | Literatura contra a Escravidão da Alma! | NITROLEITURAS #resenhas

Tive que colocar no topo da minha lista de leituras, esse livro que é considerado nos EUA o lançamento literário do ano.

E ainda recomendado pelo “clube do livro” da Oprah, que foi o responsável, à muitos anos atrás, pela minha descoberta da obra de Cormac McCarthy, com a indicação do The Road, um livro que literalmente me levou às lágrimas. Então, ainda mais com o elemento de realismo mágico em The Underground Railroad e a temática crítica e reveladora dos horrores da escravidão no período pré-Guerra Civil Americana, tão brutal quanto a escravidão no nosso período colonial, tinha que ler o mais rápido possível. E aqui segue a minha resenha!

The Underground Railroad – Colson Whitehead | Doubleday, 310 páginas | Lido de 13.08.16 a 16.08.16 | Nota 4 em 5 | NITROLEITURAS

9780385537032

SINOPSE
Cora é uma escrava em uma plantação de algodão na Geórgia. A vida é um inferno para todos os escravos, mas Cora é uma rejeitada até mesmo entre seus companheiros africanos. E agora que ela está virando mulher, um sofrimento maior a aguarda.

César, um escravo recém chegado da Virgínia, lhe conta sobre a Ferrovia dos Subterrâneos, e os dois planejam uma maneira de escapar por essa via. Como Gulliver, Cora encontra muitos mundos diferentes em cada parte de sua jornada.

Whitehead brilhantemente recria os terrores únicos da vida dos negros na América pré-Guerra Civil. “The Underground Railroad” é, ao mesmo tempo, uma aventura cinética da vontade furiosa de uma mulher para escapar dos horrores da escravidão, e uma meditação poderosa sobre a história que todos nos compartilhamos.

RESENHA
Um livro muito bom, emocionante e ao mesmo tempo tocando em temas profundos e incômodos sobre a condição humana e a sombra da sangrenta história da escravidão, que está por trás da punjância da civilização humana.

O livro lida com o tema da escravidão, mostrando-a como uma perversão do trabalho, transformando o trabalho em uma fonte de tormento eterno, como um meio de submissão e animalização do indivíduo.

O desafio de Colson foi tratar do tema da escravidão histórica, tradicionalmente abordado pela dita literatura “realista”, usando elementos da literatura de especulação.

E através da liberdade criativa da fantasia, ele conseguiu explorar áreas diferentes, como a questão da formação da identidade depois do trauma da escravidão e, sem se preocupar muito com acuidade histórica, expor com clareza a verdadeira natureza do preconceito racial estrutural na sociedade contemporânea contra a constante negação dos horrores de nosso passado histórico.

A prosa é elegante, mais para esparsa e seca, bem da escola do Hemingway, Cora é uma personagem apaixonante principalmente por sua força de vontade feroz, a trama pega e os temas são tratados com ceticismo e sem emocionalismos, junto como tropo tradicional da narrativa de busca, bem no estilo de romances de fantasia mais alegórica, como a saga da Torre Negra, do Stephen King.

O livro tem cenas pesadas de violência, mas inevitáveis por causa do tema.

E é de emocionar, o final é de partir o coração.

Recomendado!

Nota 4 em 5

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CITAÇÕES

“Yet when his classmates put their blades to a colored cadaver, they did more for the cause of colored advancement than the most high-minded abolitionist. In death the negro became a human being. Only then was he the white man’s equal.”

“White man trying to kill you slow every day, and sometimes trying to kill you fast. Why make it easy for him? That was one kind of work you could say no to.”

“All men are created equal, unless we decide you are not a man.”

“Stolen bodies working stolen land. It was an engine that did not stop, its hungry boiler fed with blood.”

“It was a magnificent operation, from seed to bale, but not one of them could be prideful of their labor. It had been stolen from them. Bled from them. The tunnel, the tracks, the desperate souls who found salvation in the coordination of its stations and timetables—this was a marvel to be proud of. She wondered if those who had built this thing had received their proper reward.”
― Colson Whitehead, The Underground Railroad


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