A Máquina do Mundo (Baronato de Shoah #2) – José Roberto Vieira | Fantasia Steampunk Cinematográfica! | NITROLEITURAS #resenhas

O segundo volume da série de fantasia steampunk brasileira, de José Roberto Vieira, expande o que já era legal no primeiro volume e revela novos dramas e aventuras no universo do Baronato de Shoah!


A Máquina do Mundo (Baronato de Shoah #2) – José Roberto Vieira | Editora Draco | 343 páginas | Nota 4 em 5

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SINOPSE
Quando só restam dúvidas e ruínas, como proteger o legado de um povo?

A Kabalah nasceu para proteger a humanidade da ameaça de seres conhecidos como Titãs, criaturas de imenso poder que dominaram o mundo de Nordara até serem derrotadas por Shoah e seus seguidores.

Duzentos anos se passaram e muitos heróis surgiram e deram as suas vidas por esse propósito. Sehn Hadjakkis é um desses bravos guerreiros e lidera a Canção do Silêncio, grupo de elite que defendeu a capital imperial de uma terrível invasão em O Baronato de Shoah – A Canção do Silêncio. Agora o desafio é um dilema que não pode ser resolvido com armas ou violência. Protegidos da Kabalah, o povo-livre cansou-se dos duelos que põem em risco suas vidas e as de suas famílias. Anseiam pela liberdade e igualdade, mas acima de tudo pela paz. Para atingir seus objetivos, o povo-livre está disposto a qualquer coisa, inclusive pegar em armas contra aqueles que juraram protegê-los.

O Baronato de Shoah – A Máquina do Mundo é o segundo romance da série fantástica de José Roberto Vieira, a aventura épica continua em um clima de dor e desolação. Passado, presente e futuro se encontram com a cultura pop numa mistura de referências à animação, quadrinhos, RPG e videogames. Considerada a primeira série nacional pensada na estética steampunk, o mundo de O Baronato de Shoah une seres mitológicos como medusas e titãs a grandes inventos tecnológicos.

Una-se a esses guerreiros com poderes surpreendentes e descubra a verdadeira face do mundo de Nordara.

RESENHA

Já na minha primeira resenha do primeiro baronato, que pode ser lida nesse link falei do estilo cinematográfico da prosa do José Roberto Vieira. Pois nesse segundo livro da série Baronato de Shoah, ele eleva ao cubo esse estilo, com cenas sensacionais, em puro tecnicolor literário e muita ação!

Os personagens do primeiro volume retornam e se somam a muitos personagens novos. A narrativa é de guerra entre as diversas forças do mundo de Nordara.

E por ser uma narrativa de guerra, e pelo ponto de vista onisciente do narrador, o foco está no panorama, com a trama pulando entre os diversos grupos de personagens envolvidos no conflito.

O livro é uma continuação de “A Canção do Silêncio”, que resenhei nesse link abaixo:
https://goo.gl/MeR8HP

“A Máquina do Mundo” brilha na construção de mundo. Nordara é detalhadíssmo, misturando muitas influências e referências, em uma espécie de colagem imaginativa. Magia se mistura com ciência, cultura vitoriana com cultura nórdica bárbara, referências steampunk com diselpunk, etc. O efeito é interessante e criativo, parte do prazer da leitura está no estranhamento causado pelo cenário complexo e bizarro.

É uma história épica, a maioria dos personagens possuem poderes acima dos limites humanos, prontos a fazerem atos heróicos e de auto-sacrifício. À medida que lia me senti em uma versão literária dos mundos imaginativos comuns no universo dos mangás japoneses de fantasia ou ficção científica. O climão “Final Fantasy” do primeiro livro é até mais pronunciado nesse segundo volume, o que adorei!

A prosa é bem descritiva mas ágil, ajudada pela característica mais pulp e aventuresca da trama. O mundo é descrito com detalhes, até mesmo as roupas e a aparência dos personagens é passada para o leitor, a fim de criar a imersão em um mundo bem diferente. As cenas de ação são muito bem descritas, principalmente as cenas de guerra entre aeronavios e de combate entre os personagens.

O cenário é bem mistureba, ou como os gringos falam, bem “kitchen sink”, com licantropos, seres super-poderosos, aeronavios, mechas diselpunks, máquinas voadoras, guerreiros estilos nórdicos, druidas, magos, espadas-serras, autômatos steampunk etc.

Notei uma amadurecimento do escritor em relação ao primeiro livro, “A Canção do Silêncio”, com maior domínio narrativo na transição entre as diversas linhas narrativas, e a história não é tão frenética quanto no primeiro, em “A Máquina do Mundo”, as cenas de ação se alternam com cenas de desenvolvimento de alguns personagens, ou cenas de planejamento, e deu um ritmo melhor para a história.

Como o foco é na trama e a narrativa conta com dezenas de personagens diferentes, somado ao ponto de vista onisciente que naturalmente distancia o leitor, o desenvolvimento dos personagens é mais discreto. Mas entendo que a proposta é de panorama de guerra e mostrar as mudanças radicais por que se passa o mundo de Nordara.

Um dos principais temas de “A Máquina do Mundo” é a “revolta dos oprimidos” e como essa sensação de revolta pode ser manipulada por líderes políticos com outros fins em mente. Achei fantástica esse desenvolvimento, deu mais profundidade para o mundo pois coloca o ponto de vista dos homens comuns, que não tem os super-poderes da elite do cenário.

Resumindo, adorei o livro, curti, nerd que sou, o esmero na construção do mundo de Nordara (véio, é bem detalhado mesmo, impressionante), e considero “A Máquina do Mundo” mais uma grande contribuição para o steampunk ou fantapunk brasileiro! :)

Recomendo “A Máquina do Mundo” para quem curte narrativas e cenários de fantasia steampunk ou dieselpunk estilo “Final Fantasy”, quem curte mangás shonen, quem curte narrativas em cenários bem exóticos e que misturam diversos tipos de referência em uma narrativa de guerra. E recomendo ler “Máquina do Mundo” logo depois da “Canção do Silêncio”, ajuda muito na imersão do cenário. E fico no aguardo do próximo livro do BARONATO DE SHOAH!


IMAGENS DO BARONATO DE SHOAH

Mapa de Nordara
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