A Vida em Flor de Dona Beija – Agripa Vasconcelos | Fantástico Romance Histórico sobre a Marquesa de Santos! | NITROLEITURAS

Mais um livro da coleção Saga do Pais das Gerais, o meu conterrâneo, o mestre do romance histórico brasileiro e mineiro, Sir Agripa Vasconcelos! Uma história cheia de emoção, fofocas históricas, e o submundo da corte de Dom Pedro Primeiro!

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Vida em Flor de Dona Beija – Agrippa Vasconcelos | Editora Itatiaia, 462 páginas | Romance Histórico | Lido de 28.04.16 a 02.05.16


SINOPSE

A Vida em Flor de Dona Beja” — Romance do Ciclo do Povoamento nas Gerais — de Agripa Vasconcelos.

Com “Dona Beija” personagem que o autor mineiro, por assim dizer, redescobriu e revelou ao mundo, e que desde então tem chamado a atenção do público leitor, sendo inclusive objeto de freqüentes estudos.

Obras do autor — “Sua coleção Saga do País das Gerais colocou-o entre os maiores escritores de seu tempo, bastando esta obra para consagrá-lo; fundamentado em pacientes pesquisas, às quais se dedicou por muitos e muitos anos, cada volume das Sagas vale por verdadeiro documento da época do Ciclo que focaliza: o enredo de cada livro é o próprio enredo da História e, por ser fruto de rigorosa reconstrução histórica, o seu conteúdo deve interessar a todos que desejam conhecer a verdadeira significação das Minas Gerais na História do Brasil.

Sete obras compõem as Sagas: Fome em Canaã, que relata o ciclo do latifúndio; Gongo Soco, o ciclo do ouro; A vida em flor de Dona Beja, o ciclo do povoamento; Sinhá Braba, o ciclo da agropecuária; Chica Que Manda, o ciclo do diamante; Chico Rei, o ciclo da escravidão; Ouro verde e Gado Negro, o ciclo do café e da abolição do cativeiro das Gerais”.

A vida de Ana Jacinta de S. José, a Dona Beija, amante do imperador, foi estudada por muitos anos,obrigando- me a várias viagens para colher informações fidedignas. A tradição, que é também história, foi depurada de lendas, comuns afigura de seu tope. Ouvi os anciãos que a conheceram na Diamantina do Bagagem e, entre eles, um escravo que trabalhou em seus garimpos. As lendas inverossímeis foram desprezadas. Todos os nomes, datas e lugares são, em rigor, exatos. Os cômodosde suas casas, que percorri várias vezes, em Paracatu, Araxá e Estrela do Sul, são descritos com veracidade.

Os honestos descendentes de Ana Jacinta são os que menos informam sobre sua passagem pelo mundo, o que é compreensível. Os fatos em geral aqui aflorados foram ouvidos de mais de um informante, e os muitos episódios da época são rigorosamente verdadeiros. Uns poucos nomes de indivíduos então importantes nas Minas Gerais, aparecem com parônimos, por viverem ainda pessoas de seu sangue, e pela escabrosidade dos fatos em que se envolveram. Dona Bêja é ainda viva na terra montanhesa, como nos dias de sua mocidade radiosa. Aqui ela se mostra como viveu, no esplendor da carne vencedora ena prematura renúncia ao mundo, quando ainda cheia de encantos que fizeram da menina do sertão uma Rainha de incontestável fascínio.


RESENHA

O livro, como os demais da série “Saga do País das Gerais”, não conta apenas a história de Dona Beija. Muitas outras histórias trágicas e épicas, da colonização sangrenta dos sertões mineiros, são contadas em paralelo. Curti muito, por exemplo, a história da ascensão e queda do Quilombo do Tengo Tengo, na região de Araxá, em Minas Gerais, uma saga tão épica e de final trágico quanto a de Palmares.

Agrippa continua com sua rede de histórias, usando, dessa vez, a vida de Dona Bêja para explorar a história e as culturas da região de Araxá, Diamantina e outras localidades. Ele mistura conhecimentos folclóricos, causos do local, erudição clássica da época, uma coleção sem fim de termos e ditados populares mineiros, e ainda mantém o drama novelesco de Dona Beija bem divertido e interessante. É um estilo bem clássico, mas muito gostoso. O vocabulário é o da época, palavras antigas, que criam uma imersão no Brasil Colonial diferente do que se Agrippa tivesse usado um vocabulário mais contemporâneo. É estranho no começo, mas depois de muitas leituras, fico até com saudades dessa mistura de erudição clássica, expressões ,  termos da época e ditos populares, com sabedoria popular tão peculiares à obra do mestre Agripa.

Dona Bêja aprece no romance como uma mulher muito a frente de seu tempo, quase uma proto-feminista da transição do Brasil Colonial para o Brasil Império. Independente, livre, de personalidade forte, capaz de manipular e controlar homens poderosos e absolutamente destemida frente a sociedade patriarcal da época.

Outro destaque são as longas e poéticas passagens sobre a riqueza de pedras das profundezas de Minas Gerais, e uma história que vai desde a pré-história até a época de Dona Bêja, uma fábula para explicar as famosas águas radioativas de Araxá.

Para mim, ler a obra de Agripa é como beber café com leite com fubá, de tardinha, na roça. É bão dimais!


CITAÇÃO

(De Dona Bêja para sua criada Severina)

Severina a ouvia, de olhos contemplativos.
– Ah, Severina, eu tenho duas Bêjas no coração: uma é das aparências, amante do luxo, dos perfumes, das festas iluminadas. A outra – ninguém vê. É a Beja dos planos frios, do raciocínio perigoso, das ciladas. Quem me vê, só vê a primeira; a outra é para meus cálculos certos; é a Beja que vê as coisas a cru. Pareço perdulária nas minhas pompas, entretanto, eu sei que essas pompas não desfalcam meus haveres, vêm todas da admiração de homens sensuais. Todos me vêem como criatura leviana: é que preciso máscara para minha vida. Só eu sei que em todas as ações e gestos eu me regulo pelo prumo de minha consciência. Pensa que sou boa? Sou má. Fui boa até 15 anos, dali até hoje vivo para castigar, em todos os homens, aquele que foi meu algoz. O castigo vem é depois …


PRÓXIMA LEITURA

A Feast of Crows + A Dance with Dragons = A FEAST OF DRAGONS (A Canção do Fogo e do Gelo, volumes 4 e 5, George R. R. Martin)

Depois de incendiar toda a INTERNERD LITERÁRIA, resolvi aderir à maluquice doidimais do projeto A FEAST OF DRAGONS, um esforço mundial nerd-literário de reler o A Feast of Crows (Volume 4 da saga Game of Thrones) e o A Dance with Dragons (Volume 5 da saga Game of Thrones) juntos, misturando capítulos dos dois livros seguindo uma ordem que favorece mais a cronologia dos eventos, os temas, e que mantenha um ritmo da trama mais coerente com os três primeiros livros. E vamo que vamo! :D


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