Um romance noir-cyberpunk brasileiro muito bom, cheio de ação, mistério, uma trama que mistura crítica social com humor negro, e que se passa em um Rio de Janeiro distópico!

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NITROLEITURAS | Rio: Zona de Guerra – Leo Lopes | AVEC, 2014 (1ed. 2010), 208 páginas | Lido de 9.03.16 a 10.03.16

rio zona de guerra


SINOPSE

Ficção policial situada no Rio de Janeiro do futuro. Recomendado para jovens adultos e adultos por sua linguagem e conteúdo sexual. 

Em um futuro próximo, as desigualdades sociais e econômicas chegaram a níveis tão alarmantes que o Estado não tem condições de manter a ordem e garantir a segurança pública. 

Todo o poder é concentrado nas mãos de megacorporações multinacionais que criam e impõem as leis por meio de suas milícias particulares, chamadas Polícias Corporativas.

No Rio de Janeiro, a Fronteira, uma muralha intransponível que cerca a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, protege os interesses das megacorporações, relegando os habitantes dos demais bairros a uma vida sem lei em um território dominado pelas gangues.

Tudo pode acontecer quando o assassinato de uma prostituta no edifício de uma megacorporação leva um detetive particular a voltar para a Barra da Tijuca após anos de exílio no que todos se acostumaram chamar de Zona de Guerra.


RESENHA

A literatura cyberpunk brasileira já possui até uma certa tradição, desde o romance cult “Santa Clara Poltergeist” de Fausto Fawcett, passando por diversas coletâneas, obras distópicas com um pé no cyberpunk como “Não Verás País Nenhum” do Ignácio de Loyola Brandão, entre muitas outras.

E “RIO: Zona de Guerra” é uma excelente adição à essa tradição, escrita, dessa vez, por um autor que mostra conhecer bem o gênero da literatura de ação futurista.

A prosa de Leo Lopes é bem cinematográfica, ágil e a trama, uma investigação de assassinato, corre veloz pelas páginas.

Os personagens seguem alguns dos tropos (estruturas narrativas) tradicionais da literatura noir, mas com um toque bem brasileiro. O protagonista é interessante, mesclando um machismo bem carioca, com toques de consciência, humor auto-depreciativo e culpa de que tem (ou teve) uma posição privilegiada.

Curti muito o clima brasileiro, com o nosso hedonismo e o modo peculiar de nossa corrupção (e de como racionalizamos a corrupção cotidiana) e hipocrisia social permeando a trama.

Gostei também da escrita, sem firulas, direta ao ponto e invisível, bem visual, em um estilo que segue a linha dos thrillers americanos.

Recomendo para quem curte histórias de detetive com bastante ação, para quem curte histórias cyberpunk, e para quem curte histórias de ficção científica ambientadas no Brasil. E para quem já jogou o RPG Cyberpunk 2020, o cenário de “RIO: Zona de Guerra” daria uma aventura doidimais!


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