The Kingdom of the Gods (Inheritance #3) – N.K. Jemisin | Podem os Deuses Mudar? #resenha

A conclusão da saga Inheritance! Uma saga de fantasia fantástica sobre redenção,  mudança, e a possibilidade ou impossibilidade de perdoar o imperdoável.

The Kingdom of the Gods (Inheritance #3) – N.K. Jemisin | Orbit, 2011, 613 páginas | Lido de 12.01.16 a 16.01.16

kindgom of gods


SINOPSE

Por dois mil anos, os Arameri governaram o mundo escravizando os Deuses que criaram a humanidade. Agora que os Deuses estão livres, o controle sem misericórdia dos Arameri sobre os outros povos está se perdendo. Entretanto, ainda existem muitas coisas que estão entre a paz e uma guerra sem fim que englobaria todo o mundo.

Shahar, a última governante dos Arameri precisa escolher suas lealdades. Ele quer confiar no deus Sieh, que ela ama. Mas sua obrigação como a herdeira principal dos Arameri é de defender os desejos da família real, mesmo que isso signifique usar e destruir todos pelos quais ela tem afeição.

Enquanto a longa e suprimida raiva dos outros povos, e novos desenvolvimentos mágicos consumem o mundo, o Turbilhão, que até mesmo os deuses temem, é invocado. Será que Shahar e Sieh, uma mortal e um deus, amantes e inimigos, conseguirão enfrentar juntos o caos que ameaça a própria realidade?


RESENHA

N.K. Jemisin, que realmente é uma excelente escritora de fantasia fez com a trilogia Inheritance algo sensacional. Contou uma saga épica, que envolve a transformação de um mundo e até mesmo de uma realidade, mas em três histórias, que, apesar de interligadas, são fechadas em si.

A grande força da narrativa está nos relacionamentos entre os humanos e os deuses e na excelente caracterização dos personagens. A trilogia explora muitos temas contemporâneos, como diversidade, tolerância, pós-colonialismo, mas o que mais ficou para mim foi o tema de redenção.

Como escrevi nas resenhas dos dois primeiros volumes, N.K. Jemisin colocou em sua narrativa de fantasia uma visão mais otimista do que a visão corrente da fantasia brutal. Não que a narrativa não tenha momentos de violência, estamos tratando aqui de fantasia épica afinal, mas existe um humanismo e uma esperança de redenção por trás das histórias.

Como perdoar o imperdoável? Essa é a pergunta que, acredito, serviu como semente narrativa para a trilogia Inheritance. Especialmente em se tratando das questões pós-coloniais e da escravidão (como perdoar e superar as desgraceiras que as civilizações européias fizeram com as outras culturas do mundo). E esse perdão, de acordo com a trilogia, é difícil de se conseguir, mas não impossível.

Tem muita coisa legal nessa trilogia. N.K. Jemisin fez uma espécie de reconstrução (não uso mais a palavra desconstrução, já não siginifca mais nada em 2016 hahahahaha) dos tropos tradicionais que envolvem deuses e mortais.

A narrativa subverte muitos tropos patriarcais da fantasia; encontrei uma subversão da narrativa de Peter Pan, uma visão pansexual da sexualidade dos deuses (o que faz mais sentido do que a tradicional heteronormatividade dos deuses de fantasia), sociedades matriarcais (precisamos de mais narrativas assim), protagonista cega (sensacional!), e muito mais.

Recomendo muito a trilogia Inheritance, acho sua leitura essencial para escritores contemporâneos de fantasia. Principalmente porque, além da bela prosa de N.K. Jemisin, sua caracterização de personagens, apesar da forte carga de melodrama (mas eu adoro um melodrama hahahaha!), é fenomenal!


PRÓXIMA LEITURAS

Como os próximos livros são mais curtinhos, a próxima resenha será um post coletivo dos três! :)

E continuo a fechar as lacunas nas minhas leituras de literatura brasileira, com “Os Melhores Contos de Rubem Braga”, do Rubem Braga (é claro!), “Imaginações Pecaminosas” de Autran Dourado e com a poesia do Drummon em “Fazendeiro do Ar e Poesia Até Agora”.

Uma das minhas resoluções para 2016 é ler mais poesia, é a melhor forma de melhorar a qualidade da prosa (fica a dica!).


Os Melhores Contos de Rubem Braga – Rubem Braga | Global, 2001, 170 páginas
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SINOPSE

Uma seleção com os melhores contos de Rubem Braga, (1913-1990) escritor e jornalista brasileiro, e considerado um dos nossos melhores cronistas depois de Machado de Assis.


As Imaginações Pecaminosas – Autran Dourado | Rocco Digital, 2005, 159 páginas

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SINOPSE

Imaginações pecaminosas não têm limites. Em Duas Pontes elas invadem as vidas particulares e voam a locais proibidos. Até Vitor Macedônio, o respeitado banqueiro da cidadezinha, com seus olhos negros, brilhantes e sedutores, gestos medidos e roupas alinhadas, caiu em desonra por não saber esperar a própria morte com dignidade.

De Emílio Amorim então nem se fala, a voz aflautada e o cabelo pintado do tabelião já atraíam suspeitas antes mesmo de seu vergonhoso affair com o mulato Darci, caso esse que só podia terminar de modo trágico e violento. Mesmo dr. Viriato, médico admirado e culto, com seus complexos estudos de Cabala Mercana, tinha também pecados secretos, chegando a tentar envenenar a mulher, uma adúltera confessa, que por anos lhe tinha negado os prazeres da carne.

Essas e outras histórias são narradas do ponto de vista do povo de Duas Pontes, que astutamente tudo observa e nada perdoa.

Neste fantástico livro – ganhador do Jabuti de 1982 e do prestigiado prêmio Goethe de Literatura – Autran Dourado atinge sua melhor forma, condensando em textos curtos e densos toda a força e o vigor narrativo que encontramos em seus principais romances, como A barca dos homens, Uma vida em segredo e Tempo de amar.

No fim, um presente para os admiradores de Machado de Assis: A Missa do Galo, um de seus mais famosos contos, reescrito por Autran Dourado, que explora todo o simbolismo da história de modo magistral, oferecendo novas chaves de leitura e rendendo uma homenagem ao grande escritor brasileiro.


Fazendeiro do Ar e Poesia Até Agora | José Olympio, 1955, 561 páginasfazendeiro do arSINOPSE

Essa edição apresenta uma reunião de 8 livros de Carlos Drummond de Andrade lançados até 1955:

Alguma Poesia, Brejo das Almas , Sentimento do Mundos, José, A Rosa do Povo, Novos Poemas, Claro Enigma, O Fazendeiro do Ar

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX.

Drummond, como os modernistas, segue a libertação proposta por Mário e Oswald de Andrade; com a instituição do verso livre, mostrando que este não depende de um metro fixo. Se dividirmos o modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Oswald de Andrade.


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