THE BEAR – R.A. Salvatore (First King #4) | Ainda Vale a Pena Lutar por um Ideal! | NITROLEITURAS #resenha

E a saga do Primeiro Rei chega ao final, que, apesar de meio corrido, é muito satisfatório e uma lição sobre o segredo de uma história épica, e da jornada de transformação de um líder!

SINOPSE

À medida que a guerra entre os feidos de Honce continua, corpos se empilham nas estradas e mares dos reinos. Para a supresa de toddos, Yeslnik, o Tolo, mudou a balança do poder ao seu favor. O reino no auto-aclamado reu Yelsnik já desponta como o governo mais sangrento e brutal da história de Honce.

Aprisionada, Dama Gwydre e o Monge Artolivan criam um plano desesperado para se unirem as forças de Lorde Ethelbert, considerado o pior de dois males. Mas os assassinos mercenários de Ethelberd matam Jameston Sequin e quase fazem o mesmo com o Bandoleiro.

Amargurado com tudo, o Bandoleiro tenta se proteger dos objetivos egoístas de todos os combatentes nessa dança dos tronos. Mas por um acidente do destino, o Bandoleiro acaba se aliando a seu nêmesis, Bannagran, o Urso de Honce, o homem que matou seu pai adotivo. Tudo em nome do bem maior para o povo de Honce. Qual será o destino do Bandoleiro?


the bear

RESENHA

Salvatore sua perícia como escritor ao finalizar a Saga do Primeiro Rei com um final complexo, épico, um malabarismo narrativo de tramas políticas, militares, espirituais e psicológicas. E o segredo, como sempre, é levar toda a complexidade da guerra civil dos reinos de Honce para o campo pessoal, principalmente entre o Bandoleiro e seu maior rival, o Lorde Urso.

Um final muito bom, apesar de achar que poderia ter se extendido mais (sim, eu curto tijolões quando se trata de fantasia épica), mas com um excelente tratamento das psicologias dos personagens principais, e suas mudanças de opinião dentro dos conflitos éticos e morais levantados por uma guerra civil.

Como em toda fantasia militarista que lida com guerras extensas, envolvendo vários reinos, é o elenco que faz ou desfaz a narrativa. E os personagens, apesar de manterem uma certa simplicidade psicológica (quando comparados com as as almas pós-modernas e complexas criadas pelo Steven Erickson em sua série Malazan), trazem realismo e fazem a trama brilhar. Eu costumo dizer que em Salvatore, as almas dos personagens são claras, diretas, o que torna seus dramas mais compreensíveis e mais sentidos pelo leitor.

E nesse livro final, uma série de buscas pessoais chegam ao seu clímax, e o arco do protagonista, o Bandoleiro, apesar de ter-se arrastado um pouco nos dois últimos livros, finalmente consegue encontrar sua identidade pessoal, ou melhor se reecontrar.

Digo isso porque sou da opinião de que um escritor tem que dosar os momentos de instrospecção, pois, apesar de muito necessários para o desenvolvimento do personagem, para mostrar sua transformação interior e aumentar a identificação do leitor, quando extendidos demais, causam um efeito contrário no leitor, aquela sensação que o personagem está perdido em um “mimimi” sem fim, que não se resolve.

O Salvatore quase escorregou nisso (vira e mexe o Drizzit cai nessa coisa de “ai de mim” que se extende mais do que se deveria), mas no terceira parte de THE BEAR, as coisas voltam a andar e o final é bem épico, com pancadaria para agradar a seus fãs.

Curti muito ver outros lados da imaginação de Salvatore, para além dos limites dos seus livros de D&D, e vê-lo abordar a política, o horror da guerra, e a futilidade de tanta coisa que acontece em nossas vidas por causa dos caprichos dos poderosos. Mas, como disse nas resenhas anteriores, essa é uma fantasia anti-cínica, um anti-Prince of Thorns/Game of Thrones/e a fantasia brutal que está na moda, uma fantasia que ainda acredita que ainda existem pessoas e valores nobres que se possa confiar, de que a verdade, a honra, o autosacrifício para um bem maior ainda são válidos.

Recomendadíssimo para quem curte alta-fantasia, com intriga política, ação épica, pancadaria kung-fu (sim, tem isso também, e como tem!), e com um final satisfatório. A leitura super ideal seria depois dos 7 livros da Saga DEMONWAR (que já resenhei aqui no Nitroblog), mas dá para se ler a Saga do Primeiro Rei de maneira idependente!

E longa vida para a fantasia épica clássica! :D

THE BEAR – R.A. Salvatore (First King #4) | NITROLEITURAS | Tor Fantasy, 2010, 448 pgs.

Período de Leitura: 1 a 3 de Novembro, 2015

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PRÓXIMA LEITURA

O CRIME DO PADRE AMARO – Eça de Queiroz | NITROLEITURAS | Centaur, 2013, 446 pgs. (1ªed, 1875).

Continuando com meu objetivo de preencher as lacunas de minha vida de leitor com os clássicos da literatura portuguesa e brasileira, finalmente mergulho na obra polêmica e na prosa deliciosa do grande mestre Eça de Queiroz, com o Crime do Padre Amaro! :)

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SINOPSE

O Crime do Padre Amaro é uma das obras do escritor português Eça de Queirós mais difundidas por todo o mundo. Trata-se de uma obra polêmica, que causou protestos da Igreja Católica, ao ser publicada em 1875, em Portugal [1] .

Esta obra é mais um documento humano e social do país e da sua época escrito com a maestria de Eça de Queirós. É também a primeira realização artística do realismo português.

Trata do romance entre Amaro e a jovem Amélia, que surge num ambiente em que o próprio papel da religião é alvo de grandes discussões e a moralidade de cada um é posta à prova. Enquanto a trágica história de amor se desenvolve, personagens secundários travam instigantes debates sobre o papel da fé.

Eça de Queirós terá aproveitado o facto de ser nomeado administrador do conselho de Leiria para aí durante seis meses, conhecer e estudar aquele que seria o cenário de O Crime do Padre Amaro, uma obra que mais de cem anos depois mantém o interesse de diferentes gerações.

Com a chegada de um novo pároco à cidade, o mesmo passa a frequentar a casa de Amélia. Ambos nutrem uma paixão que não pode ser consumada devido à batina. A solução encontrada foi o encontro as escondidas. Esse caso resulta numa gravidez inesperada, que é a causa da morte de Amélia. Após sua morte, Amaro vai embora da cidade, mas não abandona a batina.

Fátima Bueno, professora da Universidade de São Paulo e especialista na obra de Eça de Queirós, aponta que Amaro fora levado à vida religiosa por circunstância, e não por vocação – e que, pelo seu temperamento sensual, podia excitar-se com as imagens das santas – um sacrilégio para a tradição católica portuguesa. Não surpreendentemente, “o livro causou escândalo e foi atacado por jornais católicos portugueses e brasileiros”, conta a pesquisadora.

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