NITROLEITURAS: A Grande Arte (1983) – Rubem Fonseca – 531 pgs | A Verdade é Dispensável! #resenha

De cara tenho que avisar que sou fã do Rubão, o Rubem Fonseca. Tenho que falar isso porque essa micro-resenha, que é o que eu tenho tempo de fazer com as minhas leituras, vai ser mais uma desculpa velada para admirar o cara, ou seja, não tenho e nem quero ter nenhuma distância crítica da obra de Rubem Fonseca.

Eu, que leio livros de todos os cantos do mundo com a ferocidade de um livromaníaco, nunca encontrei nada parecido com o texto do Rubem, talvez o grande Elmore Leonard, que é o Rubão americano, chegue perto, talvez a crueza foderosa do Plínio Marcos, mas o fato é que, sempre com o Rubão, até mesmo em seus textos mais fracos e nas coxas, eu sempre encontro a força criativa e a originalidade visceral correndo por trás de suas histórias de sexo, violência, cretinagem, malandragem e safadeza bem brasileira.

A Grande Arte - Rubem Fonseca- Capa

E acho que a Grande Arte é um livraço, no mesmo nível do fodásico Agosto, talvez até mais ainda, pelo tapete narrativo em que o livro se transforma, a partir de uma paródia do gênero policial para algo estranho, bizarro, diferente, e, o que é de dar medo, bem brasileiro.

E vamos para a sinopse básicona; A Grande Arte começa como mais uma aventura do advogado Mandrake (que grudou na minha cabeça como sendo o Marcos Palmeira e não sai mais, caralho!)  que se envolve com uma organização criminosa que está matando gente a torto e a direito. E nessa investigação, o advogado mulherengo mais doidimais da literatura brasileira entra no mundo da Grande Arte do Percor (de Perfurar e Cortar, técnicas marciais com a faca).

E lá vem o trem dos horrores fonsequiano, com famílias aristocráticas falidas, senadores corruptos, assassinos de aluguel, etc. Um mergulho no submundo do crime brasileiro, com direito a inumeráveis tangentes narrativas que tratam desde lesbianismo do começo do século, a hipocrisia da intelectualidade brasileira da década de 20, a arte de criar cavalos e de cuidar de gatos, teorias de xadrez, sexualidade dos anões, como apreciar charutos, etc.

E dentro de tudo isso, Mandrake, o Don Juan fonsequiano vai abandonando aos poucos o tropo do “buscador da verdade” das narrativas policiais para entrar em um contexto mais existencialista do grande “foda-se tudo”. Em a Grande Arte, Fonseca quebra as espectativas criando uma paródia de literatura policial, cínica e cheia de humor negro bem brasileiro, onde a verdade da investigação é dispensável, e o que realmente importa é a viagem. E que viagem!

Fica a recomendação!

NITROLEITURAS: A Grande Arte (1983) – Rubem Fonseca – 531 páginas

Período de Leitura: 06.07.15 a 07.07.15

Onde Comprar:

http://www.amazon.com.br/dp/B00BJNEEE0

PRÓXIMA LEITURA:

São Bernardo (1934) – Graciliano Ramos – 272 páginas

Um dos maiores clássicos da literatura brasileira, que lerei para ir riscando da lista dos 100 melhores romances brasileiros de todos os tempos, e também porque Graciliano Ramos é FODÁSICO VÉIO! :D

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