HQs do Conan: Songs of the Dead (2006) The Midnight God (2007) – Arriscando novas narrativas com o Cimério!

Continuando minha leitura das sagas mais recentes (de 2004 para cá) do Conan, continuo me surpreendendo com o que a Dark Horse vem fazendo com o personagem. Uma das boas características de um editor de quadrinhos é assumir riscos, fazer apostas em histórias que saem um pouco do que os seus leitores esperam. O risco é publicar algo que seja diferente o suficiente para atrair a atenção do leitor mas que não seja tão diferente ao ponto de alienar esse mesmo leitor.

Dentro dessa proposta, a Dark Horse arriscou tanto com Conan and the Songs of the Dead (2006) e Conan and the Midnight God (2007).

CONAN AND THE SONGS OF THE DEAD


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Essa é uma história do Conan completamente diferente de tudo que já li na vida! Normalmente, os autores que escrevem histórias do Conan tentam emular o estilo do Robert E. Howard. Mas, no caso de The Songs of the Dead, temos Joe R. Lansdale, uma lenda da literatura pulp contemporânea, criando a sua versão do Conan, cheia de humor negro, profanação, sacanagem, piadas e diversão desmiolada mas bem criativa.

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Lansdale é autor de mais de vinte livros, que vão desde o horror, a histórias de bangue-bangue, histórias de crime, e muitas histórias bizarras, que desafiam qualquer classificação. Suas histórias sempre misturam muita violência com humor. Nos quadrinhos ele é conhecido por seu trabalho em Jonah Hex, e explica a sensação de “bangue-bangue italiano” da história.

A arte é muito boa, bem diferente do padrãozão comics. O artista Timothy Truman começou sua carreira ilustrando módulos de AD&D e a sua arte vaza nerdice a cada página. Curti demais o jeito sujão-punk-safado das ilustrações.

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A história de cinco partes narra as aventuras de Conan junto com o ladrão Alvazar tentando reunir um monte de item mágico para tentar deter um discípulo de Toth-Amon. O roteiro é só um suporte para trocentas piadas, cenas violentas e sexo desenfreado, o que dá um clima meio histérico e divertido na história. Não sei se vai agradar aos fãs do cimério, mas eu achei doidimais o clima desmiolado massavéio da narrativa.

CONAN AND THE MIDNIGHT GOD

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Essa minissérie é o extremo oposto do Songs of the Dead. Uma das histórias mais sombrias, de horror lovecraftiano, que já li sobre o Conan. A história, escrita por Josh Dyzart e belissimamente ilustrada por Will Conrad, se passa na fase Conan Rei. Conan embarca em uma jornada de vingança contra Stygia, sob o comando de um exército e, literalmente, chega até o inferno na terra, com direito a demônios horrendos, campos de mortos, degeneração da realidade, etc.

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Gostei demais dessa minissérie e recomendo para quem quiser ler uma versão bem sombria do cimério. A jornada por Stygia é de arrepiar, e é muito legal como o roteiro explora novos aspectos do personagem, com o dilema de se tornar rei e abandonar sua liberdade de aventureiro e os dramas que a paternidade traz em sua via. É uma história de horror unida com a crise da meia-idade do bárbaro mais querido dos quadrinhos. Recomendo!

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Digital Darkhorse

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