Conan (Dark Horse 2004-2008) -Uma retorno à visão original de Robert E. Howard! #quadrinhos #resenha

Como parte do meu mergulho na era hiboriana, através da leitura dos três volumes da Del Rey com todos os textos sobre Conan (incluindo rascunhos originais) do Robert E. Howard, comecei a ler paralelamente a coleção Conan (publicada no Brasil como Conan, o Cimério) da Dark Horse. A coleção, de 50 edições, foi responsável pela ressureição do personagem em 2004. Reunindo muitos talentos dos quadrinhos, essa ressureição foi iniciada por Kurt Busiek, um dos meus roteiristas favoritos, a partir de uma idéia simples: um retorno às origens do cimério como apresentado nas histórias originais de Robert E. Howard.

Conan - Cary Nord
Conan – Cary Nord
Conan - Cary Nord
Conan – Cary Nord
Conan - Cary Nord
Conan – Cary Nord
Conan - Cary Nord
Conan – Cary Nord
Conan - Cary Nord
Conan – Cary Nord
Conan - Cary Nord
Conan – Cary Nord

Usando a famosa cronologia Dark Storm (porque oficialmente Robert E. Howard não estabeleceu claramente a ordem das aventuras do cimério), Kurt Busiek adaptou as histórias originais e criou novas histórias mantendo-se o mais fiel possível a visão original. Ou seja, um presente para os fãs mais hardcore de Howard e uma oportunidade para novos leitores conhecerem uma versão mais profunda e interessante do que os clichês e pastiches espalhados pela visão pop do bárbaro.

Os 50 volumes são muito legais, cheios de sacadas geniais. Por exemplo, o famoso “Príncipe” que aparece nos prólogos das histórias originais (o famoso “Saiba, ó Príncipe…”) se transformou em um personagem que emoldura a contação das histórias. Esse Príncipe é acompanhado por um vizir que se assemelha muito com Toth-Amon, o feiticeiro de Set e um dos maiores inimigos de Conan. Esses pequenos detalhes aparecem por toda a série, e demonstram um grande respeito para com o material original de Howard.

A arte, em grande parte das histórias, ficou a cargo do fodásico Cary Nord, que canalisa Frazetta em cada quadrinho. As cores, uma espécie de pintura digital em cima de lápis também é um show a parte. Outros artistas também aparecem nas edições, como Tomás Giorello, Thomas Yeates, Greg Ruth, Eric Powell, Rafael Kayanan, Paul Lee, Leinil Francis Yu, Joseph Linsner, Ladrönn, Tony Harris e Paul Lee. E algumas edições são escritas por Tim Truman e Mike Mignola.

Capa do Colossal Conan por Mark Schultz
Capa do Colossal Conan por Mark Schultz (clique para ver no tamanho original)

Greg Ruth é um espetáculo a parte, ilustrando o que considero a melhor sequência de histórias desses volumes: a saga “Born in the Battlefield”, onde Kurt Busiek detona com sua versão da infância, adolescência e juventude do Cimério. É o ponto alto de uma série de boas histórias.

Conan - Greg Ruth
Conan – Greg Ruth
Conan - Greg Ruth
Conan – Greg Ruth
Conan - Greg Ruth
Conan – Greg Ruth

Entre as adaptações dos contos originais, destaco a “Tower of the Elephant” (que tem páginas desenhadas pelo Kaluta!!!) e a “Rogues in the House”, super fiéis! E curti muito a tirinha Two-Gun Bob, no final de cada edição, contando eventos da vida de Robert E. Howard.

Fica a recomendação, as edições foram publicadas no Brasil pela Editora Mythos, e também podem ser adquiridas no original em inglês na Dark Horse Digital.

Eles também publicaram o Colossal Conan, um volume monstruoso e pesadão, em capa dura com TODAS AS HISTÓRIAS dessa série!

Colossal Conan
Colossal Conan
Colossal Conan
Colossal Conan

E como estou animado com essa nova versão do Conan, vou partir para as mini-séries publicadas pela Dark Horse nesse período, começando por The Book of Thoth, que conta a história de como um ladrãozinho de meia tigela de Stygia virou Thoth-Amon, o  feiticeiro mais durão, massavéi, doidimais e maligno da era Hiboriana!

E vamo ler quadrinhos, porque ler quadrinhos é DOIDIMAIS! :D

E para terminar, um Conan feito pelo maluco do Simon Bisley! :)

Conan - Simon Bisley
Conan – Simon Bisley

6 comentários em “Conan (Dark Horse 2004-2008) -Uma retorno à visão original de Robert E. Howard! #quadrinhos #resenha

  1. Como fã de Conan sou suspeito para falar, mas o Conan de Nord e Busiek é ímpar!
    Como nota de curiosidade, a arte de Cary Nord durante as primeiras histórias da série não eram arte-finalizadas antes de serem coloridas.

  2. Oi Nitro,

    As revistas republicadas pela dark horse que sairam na década de 70 também são muito boas. Salvage Sword of Conan. Também são baseadas no trabalho original e não tem os clichés e pastiches comuns a visão pop do personagem. Vale a pena conferir.
    Abraços

  3. Leio Conan desde 1982! Gortei demais da dupla Busiek/Nord. acho que o personagem depois de muitos anos,pode vir a ser compreendido no cinema. Digo isso que por mais que tenham sido bacanas os filmes até hoje,penso que nao souberam representar o personagem com a profundidade de Howard..quem sabe teremos ,no futuro,breve espero,uma série nos moldes de Game of thones, já que acredito que Conan nao cabe em um filme e sim numa série.

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