Paul Anderson, o mesmo diretor de There Will Be Blood, cria um fime interessante, bizarro, sensível e muito original. O filme conta a história de um bêbado marcado pelas experiências da Segunda Guerra e sua amizado com o líder de um culto, o Mestre citado no título. O filme foca no relacionamento dos dois, na loucura cada vez crescente dentro de um ambiente de seita, e ao mesmo tempo, humaniza seus participantes. As performances estão impressionantes, com Joaquim Phoenix e Phillip Seymour Hoffman detonando.

A narrativa é bem diferente, com arcos de personagens que não mudam, com quebras nas estruturas dos atos e uma fotografia magnífica, principalmente na primeira parte. É um filme mais lento, mais sutil, recomendo para quem gosta de filmes focados em estudos de personagem.

Um detalhe que percebi ao ver o filme é a semelhança dos dois protagonistas com a narrativa de Dom Quixote, com o Mestre como Quixote e o Frank como o Sancho Pança.

O filme me fascinou pelo modo como usa da ambiguidade dos personagens para humanizá-los, e também aborda a questão da insanidade individual do Frank com a insanidade coletiva da seita do Mestre.

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