Hoje tem aventura da Campanha Reino do Terror, mas vou mudar o modo de mestrar! #nitrodungeon

Hoje vou mestrar a sessão 8 da minha Campanha Reino do Terror para +2d6, mas vou mudar a maneira de mestrar.  Depois de terminar de ler a Carrion Crown, a campanha da Paizo que estou baseando a minha campanha, decidi desmembrar toda o Adventure Parth (a aventura pronta) e mestrar de maneira mais livre, alterando tudo e seguindo mais o que os jogadores criarem na mesa. Eu sempre faço isso com minhas campanhas, começo com uma aventura pronta e depois vou improvisando e criando em cima, e devo fazer o mesmo com a Reino do Terror.

O que eu costumo fazer, quando desmembro aventuras prontas, é tirar as cenas mais legais e os NPCs mais interessantes e usá-los dentro da improvisação com base no que os jogadores criam e decidem no jogo. Isso já está acontecendo com a campanha, as últimas sessões saíram totalmente do roteiro original da aventura pronta, e vai acontecer mais ainda daqui para frente! :D

Então para quem segue a campanha e conhece a aventura original, já vou logo avisando que vai mudar muita, mas muita coisa mesmo! São efeitos de ler o jogo narrativista fodásico Dungeon World, e usar os princípios no meu +2d6. O Dungeon World  deve ser lançado em breve pela Secular Games, COMPREM PORQUE É DOIDIMAIS VÉÉÉÉÉI!

Então é isso aí, e vamos jogar RPG porquê RPG é doidimais!

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17 comentários

  1. Boa sorte Claus, tenta gravar a sessão que nem o Tio Nitro, vai ser irado. To vendo aí seu copo vazio brother, mais cerveja?

    Abraço irmão.

  2. Palmas, três comentários seguidos e bem grandes! E o pior é que nenhum deles foi desisteressante, parabens William.
    Também adorei o ultimo NitroVideo de dicas de RPG. Notei que cometo um erro que é pensar nas soluções dos problemas antes mesmo de formula-los. Sempre tentei fazer uma narração livre, mas acho que eu acabava podando os meus jogadores sem notar. Mas logo irei remontar um grupo (ainda não sei de que genero, mas vou usar GURPS ou Mighty Blade ou +2D6 como sistema) e espero dessa vez ser um pouco melhor.

  3. PS: Foi mal mas não posso resistir a recomentar, cara, não precisa pedir desculpas por excesso de posts no blog, a lógica é o inverso: Quanto mais posts melhor, o blog mais “postado” ganha um rank melhor no google, e o Nitrovídeos e o material do Newton serão prioridade na busca do Google.

    logo, daqui há algum tempo, seus comments, curtidas papagaiadas e whatever IGUAL uns trocados no bolso do Newton.

    Já falei aqui uma vez e repito, o Newton já fez material bom o suficiente para merecer ganhar o seu. Se tivesse o botão DONATE aqui, investiria cheio de orgulho minhas peças de prata e de cobre, porque ouro tá difícil.

    Com minha malandragem de carioca te digo, Claus, rapá, relaxa puxa aí uma cadeirinha taqui seu copo de breja e um amendoim torrado, e vamos curtir o jogão e falar das gostosas que tão passando aqui, na frente do nosso boteco, o Nitrobar.

    Valeu moleque!

  4. Só para concluir Claus, não se já viu ou jogou aquele mmorpg chamado ragnarok, eu mesmo nunca cheguei a jogar, mas sempre que via a galera jogando, reparava que grande parte do jogo os personagens ficavam sentados ou deitados, do lado de uma fogueira ou árvores, conversando. Parecia mais um chat em que você podia jogar que um jogo que você podia conversar.

    Compra de itens principalmente os diferentes e legais é algo que acho muito muito maneiro também, mal espero a galera do Newton chegar a Lepdstat e negociar seus itens. Então sempre capricho nisso também. Sempre itens novos, muitos não relacionados a combate.

    E, na verdade jogaria sem dados, porque adoro roleplay puro, por isso curti aquela onda Norueguesa de rpg, parece que as sociedades evoluídas culturalmente tem tradição de jogos e isso é muito legal.

    Pausa para respirar? Claro, mas que o grupo assim o queira, depois de uma aventura, numa certa campanha, meus jogadores ficaram duas sessões de jogo sem buscar novas quests, descansando do stress, segundo eles mesmos.
    E eles não estavam nem um pouco entediados, o roleplay era pura diversão.
    Quando pus finalmente um problema iminente, a expressão geral foi: “Aaaaah! acabou a paz, que droga, vão me dar trabalho de novo.” Uma reação existente só em personagens realistas de livros.

    Voltando ao Indiana Jones, apesar de toda aquela loucura que ele passa, o charuto e o uísque na cadeira de balanço são por ele muito bem recebidos. As férias no Harry Potter, as entrebatalhas nos livros do Cornwell, uma pausa em Valfenda… Pausas sim, mas que sejam merecidas, e muito curtidas.

    Agora com licença que meus dedos e ombros estão pedindo miniférias, aquela boa e velha estalada nas juntas.

    Abraço :)

  5. Claus RT, apesar de eu ter me apresentado como um mestre motherF$#*&r, vou afirmar algo que vai parecer contraditório: Adoro os momentos de paz e trégua.

    Explico: Há muito tempo, na antiga dragão brasil, houve uma matéria explica o valor das viagens e dos momentos entre a ação frenética, a pausa para o chá que Sherlock Holmes e Watson deviam fazer, pelo menos uns minutinhos sem pensar em pistas e psicopatas misteriosos criando causos “insolúveis”, um pouco de sossego inglês, pela rainha.

    Minha sucessão de desafios acontece naturalmente, sem maldade da minha parte.
    Creio que por ter começado a jogar pela linha storyteller e na velha e politicamente complexa Yrth do Gurps (onde a pontuação inicial de 100 pontos mal te garantia a vitória num combate contra cachorros…) tenho a segunda natureza de problematizar toda a questão. No Nitrovídeo de hoje sobre improvisação, vi que o elemento ” Sim, mas… (preencha com uma consequência)” sempre foi muito presente em minha aventuras.

    Não sou “o cara” nem nada, mas tive mestres muuuito bons, cujas aventuras poderiam virar filmes facilmente, e filmes bons, não “B”. Aprendi com eles.

    Sempre amei a lógica sandbox, e sempre coloco fortemente esse elemento da caixa de criação livre dentro dos meus jogos. Como player, ficava puto quando recebia uma declaração que estava obviamente me forçando de volta para os trilhos do plot. Nunca pus “cavaleiros dourados” fazendo o papel de parede invisível de videogames, apesar de agora me lembrar da única versão destes cavaleiros que achei engraçada e até curti a picaretagem do mestre…

    Era uma partida de velho Oeste em pleno México, e sempre que os jogadores, que deveriam fazer papel de mocinhos queriam roubar a weapon store, tomar uma carroça de mantimentos ou dinamitar uma mina de ouro com gente dentro, apareciam quatro caras de dentro uma nuvem de poeira em slowmotion, todos com cavalos, poncho e espingardas novinhas em folha, cujo brilho do sol ofuscava nossas visões segundo o mestre. Era uma covardia, todos cobiçavamos aquele equipamento e nos cagávamos de medo, pois sabiamos que ninguém sobreviveria em caso de combate. Aqueles quatro cavaleiros, longe de um resultado desastroso, gerava gargalhada geral, inclusive do próprio mestre, que rindo de maneira sacana com aquela cara de “não mandei vocês inventarem isso”.

  6. Literalmente William, foi um Post! E eu achando que escrevia de mais.
    Particularmente eu acho que se deva dar um respiro para os jogadores uma hora ou outra para a sessão não ficar muito pesada/cansativa, mas isso vai do gosto de cada um. Existem “n” maneiras de se jogar/narrar RPG.
    Não que eu esteja discordando de você, William. Pelo contrario. Aliais, eu tenho que aprender a criar conflitos convincentes e que vão de acordo com a historia da mesa para poder prosseguir o jogo e ainda assim agradar os jogadores.
    Lembro de quando usei indevidamente um grupo de Cavaleiros (ironicamente) de Armadura Dourada contra os meus jogadores para tentar direciona-los de volta para o caminho correto da aventura. FOI UM DESASTRE!
    E desculpe Newton por está usando o seu Post/Blog quase como Chat!

  7. PS> Embora reclamem do Newton, ele é foda, pesquisando no google por partidas de rpg gravadas, encontrei quase nada, escutei algumas… nenhuma delas é tão boa quanto às do Nitro, deve por o grupo não tem 15 anos, já trabalha e demonstra inteligência acima da média na dinâmica e nas decisões. Falei.

  8. Lendo o comment do Claus percebi que ela não sacou que era só brincadeira o lance do grupo morrer.

    O grupo que joga com o Newton reclama, e a galera dos comentários também, mas na boa, vocês tão chorando de barriga cheia, já conheci mestres que terminaram partidas de lobisomem dizendo: “então veio a serpente da Wyrm engolfou todos vocês e suas vidas terminaram numa terrível escuridão. Fim”. E isso não era o final da campanha, mas a segunda sessão onde os PJs estavam fazendo muita maldade….

    Eu mesmo sou um mestre pão duro, chato e hardcore, aprendi com o Newton a dar dicas de opções para os jogadores, que sofrem na minha mão…

    Meu estilo não é apelar com criaturas poderosas nem armadilhas, até porque não saco para montar ultradungeons apelonas toda hora. O que faço é simples e muito sem querer, ponho conflitos atrás de conflitos, políticos, estratégicos, de recursos, de divisão de bens, éticos, ambientais… Os jogadores mal conseguem respirar, eu não entendia porque meus amigos reclamavam tanto de mim e das minha dificuldades mas sempre me escolhiam como mestre, após o Newton dizer num NITROVÍDEO (metajabá?) que a mola mestra de uma boa história é o conflito, bem… FIAT LUX!

    Sejam mestres tipo Indiana Jones: depois dos nazistas, ponham panteras e bolas de pedra para ir atrás dos Jogadores, e quando eles escaparem, que seja para rolarem das montanhas direto em cima de um panelão de sopa de uma tribo canibal no meio de um deserto cruel onde a única carne que se pode comer é a de serpentes e escorpiões e o único líquido disponível é seu veneno.

    Como sobremesa para este estilo de narrativa chamada cliffhanger, cai bem um docinho de cérebro de macaco e um gole d’água, mas escolha escolha bem a taça… aquela feiosinha do carpinteiro é uma boa, vai por mim.

    Abração do mestre cliffhanger que se aposentou para uma prática radical de escalada, a social…

  9. EBA! Acho meio chato quando uma seção termina com:

    Mestre: “Acabou.”
    Jogador 1: “O que acabou?”
    Jogador 2: “A Sessão acabou.”
    Mestre: “Não, não. A campanha. O monstro Cthulhão saiu e matou todo mundo.”

    Foi divertido escutar, mas alem de passar certa impotencia aos jogadores, finais assim, sendo que eles nem sabiam que tinha que impedir o monstro de imergir, causam um certo mal estar. Não consigo explicar o sentimento.
    Mas agora que você vai continuar a campanha ela vai ficar melhor ainda!
    Humor e Horror misturados num reino medieval fantastico. Mistura perfeita!
    Continue assim.

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