NitroVideo – 7 Tipos de Conflito Narrativo para Mestres de RPG e Escritores! #dicasparaescritores

Os 7 tipos de conflito narrativo para gerar histórias.

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5 comentários

  1. Parabéns pelo vídeo e pelas explicações. Achei você enquanto procurava alguma inspiração para escrever uma estória para uns amigos.
    O site é ótimo e sua didática também.
    Obrigado e parabéns.

  2. Assistindo este vídeo, lembrei de uma sessão de rpg que mestrada por meu primo, onde após realizarmos um resgate genial de civis numa tribo com uma quantidade assassina de orcs (um side quest da aventura) ainda conseguimos por pura sorte nos dados defender a cidade do ataque de um exército que ocorreu enquanto chegávamos com os ex-prisioneiros.

    Tanto os jogadores quanto o mestre ficaram impressionadíssimos com a sorte e inteligência absurda do grupo, e sinceramente, esperávamos uma grande recompensa. Meu primo, na intenção de agradar todo mundo, fez a cidade nos idolatrar, ganhamos cavalos, tesouros, a chave da cidade, títulos e pasme: uma mansão com criaturas e tesouros enterrados dentro ( noobice de mestre…).
    No final, nosso grupo de nível 2 estava mais rico que o rei midas, e com tantos equipamentos e itens mágicos que poderíamos matar uns 3 dragões antes de nos preocuparmos.

    Tentei alertá-lo de que o prêmio era exagerado, e logo o tédio se instauraria na mesa. Dito e feito, o jogo ficou um saco, e meu primo, desesperado para voltar ao clímax da aventura, resolveu do nada fazer o velho taverneiro local enxergar meu dinheiro falso (eu jogava com um ilusionista). Não repare, éramos bem moleques.

    Segue a mítica conversa:

    Mestre/Taverneiro: – Sei tudo que você está fazendo, sei das moedas falsas, sei dos golpes que você andou dando nas pessoas dessa cidade, sei das ilusões que você fez na tribo dos Orcs, sei que está escondendo sua identidade.

    Jogador (eu)/Ilusionista: (tentando despistar, pois tinha conseguido a façanha de jogar uma aventura inteira como ilusionista sem nenhum outro jogador perceber.)
    – Sério?! Como você sabe de cada um destes detalhes? Como sabe até os truques que fiz para enganar as tropas do exército no ataque de ontem? Como sabe o que aconteceu na tribo de orcs há dias de viagem daqui? Como sabe quem sou eu?

    Mestre/Taverneiro: – Quando mais jovem vivi muitas aventuras, e fui um renomado e poderosíssimo ilusionista.

    Jogador (eu)/Ilusionista: (claramente muito impressionado e ainda sem sacar a forçação de barra)
    – Nossa, você poderia me ensinar umas magias melhores, posso ser seu discípu* Ei! Peraí! Se você é um grande ilusionista porque está vendendo cerveja numa taverna?!!!!

    Mestre/Taverneiro: (um pouco desconcertado) – Er, bem, é que ganhei muitos tesouros como resultado de minha longa vida de aventuras, e, na verdade, er, já sei… enjoei de viajar, resolvi levar uma vida mais tranquila e pacata, e aproveitar meus muitos bens.

    Jogador (eu)/Ilusionista: (já estranhando ) Aproveitar de seus muitos tesouros como taverneiro?!

    Mestre/Taverneiro: (com certa dúvida) – Sim, claro! E se eu fosse você, pararia de iludir as pessoas.

    Jogador (eu)/Ilusionista: (deixando pra lá e tentando disfarçar sua classe dos outros jogadores…) Bom, vá lá. Mas quanto a parar de fazer magias, veja bem, sou mago, magos fazem magias assim como guerreiros guerreiam. Aliás, você não respondeu minhas perguntas anteriores, como sabe do que aconteceu com os orcs se estava tão longe?

    Mestre/Taverneiro: (com um riso de inteligente) Já havia derrotado aqueles orcs antes, uma tarefa muito fácil, como poupei as vidas deles outrora, eles ficaram me devendo uma, e um deles veio aqui me contar.

    Jogador (eu)/Ilusionista: Quê?!! Como um orc entrou na cidade se estávamos em alerta?!!! (o que era verdade no jogo). E se era tão fácil você vencê-los, porque não o fez antes? Haviam prisioneiros que quase morreram!

    Mestre/Taverneiro: ( claramente queimando os neurônios) Bom… (pausa gigante) é que eu deixei vocês lutarem, como um teste, é, é isso, um teste.
    Para ver se vocês eram verdadeiramente dignos.

    Jogador (eu)/Ilusionista: Ok! Mas como um orc se comunicou com você se todas as tropas estão nas ruas e estávamos em clima de guerra até poucas horas atrás?

    Mestre/Taverneiro: Com isto! (e mostra uma bola de cristal) Falei com o xamã da tribo e ele me informou tudo.

    Jogador (eu)/Ilusionista: (de olho para roubar a bola de cristal) Mas como ele te informou tudo, se todos os orcs foram enganados?

    Mestre/Taverneiro: Ele não foi, ele é um xamã!

    Jogador (eu)/Ilusionista: Mas xamãs não tem nenhuma habilidade específica de reconhecer ilusões.

    Mestre/Taverneiro: Haha Você é quem desconhece que, ( inicialmente sorrindo e folheando o livro na parte de xamã e logo depois fazendo careta…) que…

    Jogador (eu)/Ilusionista: – Que o quê?!!!!!!!!!

    Mestre/Taverneiro: Que eu dei umas aulas particulares para ele… isso, e instrui para que ele não interferisse no trabalho de vocês. Para ver se eram merecedores.

    Jogador (eu)/Ilusionista: (totalmente incrédulo) -Mas como ele não interferiu se quase matou metade do grupo com uma nuvem de veneno??? Bom, afinal, somos ou não merecedores? e de quê?

    Mestre/Taverneiro: De alguns dos meus tesouros ( e mostrou no balcão da taverna um tesouro poderosíssimo para cada personagem do grupo)

    Resumindo: O grupo que ouvia confuso o ping-pong de argumentos entre eu e o taverneiro, declarou que sentiu uma vontade súbita de tomar cerveja, naquela
    taverna, entraram mais seis players ao mesmo tempo, para orgulho do mestre e a conversa continua assim:

    Jogadores / guerreiro e ranger : Olá,quando custam estas armas aí em cima do balcão?

    Mestre/Taverneiro: – Não estão à venda, (sorriso maligno do mestre) para conseguí-las, vocês tem que passar por uma aventura muito difícil, uma tarefa que nem eu pude executar.

    Jogadores: (sorriso maligno dos jogadores / discutindo enter si) -Vamos roubar galera, esse cara é só um, e estamos armados até os dentes, não há chance de perdermos, temos 300 poções de cura máxima e 5 curas máximas em área.

    Mestre/Taverneiro: (mestre sem sacar) e então, querem ouvir os termos da minha proposta?

    Como era de se esperar, o grupo quase inteiro (menos eu e o clérigo) atacou o sujeito. O taverneiro não só ganhou a iniciativa, como em seu turno fez as seguintes ações:

    1°- Bola de fogo (!!) que tirou metade da vida (magicamente MUITO ampliada) do grupo.
    2°- Silence em todos
    3°- Sacou seu machado de guerra (!!!) do balcão e atacou o guerreiro uma 8 vezes até ele cair.
    4° – Sacou seu arco grande (!!!!) do balcão da taverna e atirou no ranger até ele cair
    5° Relâmpago que derrubou quase todo o grupo, menos eu, o clérigo e o ladrão do grupo que passou todo o combate na tentativa de se esconder e roubar as armas mágicas.
    6° Castou em si mesmo uma magia de proteção que além do bônus gigantesco o tornava imune a tudo menos magia e armas mágicas (!!!!!!!!!)
    7° Fez uma magia inventada pelo mestre na qual todas as poções de curam da área simplesmente estragaram (eu ia botar “!!!!!!” mas acho melhor “??????”)
    8° Uma ação livre, e muito justa, perguntou: E agora quem vai querer me enfrentar?

    Jogador (eu)/Ilusionista: (incrédulo com a cretinice do mestre, que se tornara muitíssimo irritado com a esperteza dos jogadores): Eu me rendo, não tenho nenhuma chance. Taverneiro, você não disse que era um poderoso ilusionista? Como conseguiu lutar tão bem com magia arcana, machado e arco?

    Mestre/Taverneiro: (mestre sem nenhum desconforto) Esqueci de te dizer, mas também já fui Bárbaro, Ranger e Mago, mas como disse gosto de uma vida tranquila. Tenho que estar em forma para eventuais brigas de bar.

    Jogador / Clérigo: (impressionado com o currículo do taverneiro) Eu também me rendo (perguntando para o mestre) eu condigo curar os mais feridos do grupo?

    Mestre/Taverneiro: Vejo que você pensou (!) em curar seus amigos, mas suas magias não vão funcionar, deixe para mim.

    E curou totalmente todas as pessoas, sem rezar, se movimentar ou tocá-las, instantaneamente.

    Todos os jogadores olham para o mestre indignados e o taverneiro responde: —Que foi? Vocês não sabem, mas antigamente fui um clérigo muito poderoso….

    (Todos os jogadores iam começar a vaiar neste momento, mas os controlei, pois sentia que havia acabado)

    Jogador (eu)/Ilusionista: (impondo a voz e falando por todos). Tudo bem, precisamos ir para casa e pensar se aceitaremos participar de uma aventura tão mortal!

    O mestre ficou contrariado, mas achou que era apenas interpretação. Permitiu que saíssemos da taverna mortal. O grupo de sete aventureiros foi andando cabisbaixo, quando de repente perguntei ao jogador do ladrão:

    -Ei cara, qunato você tirou no teste para roubar um item mágico do cara?

    – Sucesso crítico! Roubei um arco e uma espada mágicos, o mestre falou que podia escolher o que quisesse e que crítico valia por dois.

    O mestre realmente havia dito algo vago nesse sentido, mas havia esquecido completamente, quando perguntamos quais os bônus dos itens (os que ele mais havia descrito) qual não foi nossa surpresa quando o mestre descreveu que havia um furo na mochila do ladrão e um bilhete dizendo:

    “Eu havia me esquecido de dizer, mas além de saber ler mentes, em tempos antigos fui um exímio ladino famoso por todo o reinado, e se fosse você, pararia de roubar as pessoas, podem haver consequências”.

    Perdemos uma campanha e um grupo que prometia, mas ganhamos um épico episódio que me fez rolar no chão de tanta gargalhada.

    Moral da história: Além dos sete tipos de conflito clássicos, existe um oitavo: o homem versus o taverneiro.

    Obrigado pelo material, me deu uma direção para escrever melhor, e desculpe mais uma vez pelo enorme comentário.

    Abração Nitro

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