Aventura de Old Dragon RPG “A Maldição do Minotauro” para 4 personagens de 5º nível! (Download do PDF)

Essa foi a aventura que mestrei no 19º Quero Jogar RPG! Preparei ela rapidamente, com base na dungeon Heart of Minotaur, feita pelo concurso One Page Dungeon e disponibilizada gratuitamente na internet. A dungeon original pode ser baixada nesse link, eu adaptei e coloquei um clima totalmente Chtulhu nela. As criaturas da aventura são adaptações de monstros do livro Básico do Old Dragon.

Se você quiser jogar a aventura, pare de ler agora e envie o texto para o seu mestre!

Link para download:

DOWNLOAD DA AVENTURA “A MALDIÇÃO DO MINOTAURO” (PDF)

Abaixo vou colocar a descrição da minha preparação da cena e o reporte do que aconteceu na aventura do evento!

AVENTURA: “A MALDIÇÃO DO MINOTAURO”

OLD DRAGON RPG – D&D GENÉRICO

Resumo da Aventura:

Essa é uma aventura curta, para ser mestrada em uma sessão de 4 a 6 horas. Pode-se extender ela mais um pouco, se for necessário. Em resumo, a aventura se passa em uma ilha misteriosa, onde os heróis, depois de sobreviver a um naufrágio, tentarão desvendar os seus mistérios. O clima da aventura é de horror estilo Cthulhu, com névoas, criaturas estranhas, mutantes e um deus maligno para ser derrotado. Testes de medo e loucura são recomendáveis.

Assim que os heróis chegarem na ilha eles começaram a se transformar em monstros minotauros. A cada hora de sessão de jogo, o mestre faz um teste em segredo, se tirar de 1 a 10, um dos heróis começa a sentir a transformação (chifres crescendo, pés virando cascos, etc.). Ele só voltam ao normal se vencerem o desafio final da aventura!

CENA 01: NAUFRÁGIO

A aventura começa com uma viagem de navio  feita pelos heróis, por algum motivo. Crie a tripulação e o comandante e faça algumas cenas de interação entre os heróis e a tripulação. Depois de vários dias no mar, uma tormenta atinge o barco e o joga contra um recife que circunda uma estranha ilha envolta em névoa. A tormenta ocorre à noite e é muito forte. Faça testes para ver quantos marujos os heróis conseguem salvar.

Depois de entrar nos dois botes salva-vidas do navio, eles partem para a praia da estranha ilha. Dois tubarões enormes atacarão os barcos, criando o primeiro combate da aventura.

Reporte da Cena 01:

Os heróis conseguiram salvar o Capitão e vários marujos, o combate com os tubarões foi interessante, com os heróis usando os remos. Na correria para se salvarem, alguns dos heróis esqueceram os mantimentos no navio, e o ladrão do grupo teve a idéia de pegar a carne dos tubarões depois que eles os mataram.

CENA 02: SOBREVIVENTES

Em seguida os heróis e os sobreviventes devem, ao chegar na praia, procurarem uma maneira de se proteger da chuva. Com o cair da noite , a chuva para e os heróis podem montar o seu acampamento, usando os pedaços de lona no navio que chegam na praia. A ilha está coberta por uma estranha névoa, ela tem uma floresta cerrada circundando uma montanha vulcânica. Dois marujos irão explorar a floresta mas não retornam.

De madrugada, se houver alguém de vigia, poderá ver uma gigantesca figura caminhando por entre a névoa. Ela possui 60 metros de altgura, e é totalmente negra, com a cabeça cheia de chifres. É apenas uma vaga silhueta por entre a névoa e está muito distante. Ela caminha sem fazer nenhum barulho.

Reporte da Cena 02:

Os heróis organizaram o acampamento e depois que os dois marujos sumiram, decidiram procurá-los no dia seguinte, quando estiver mais claro. O elfo mago do grupo se afastou do acampamento para meditar em cima de uma pedra, quando viu a gigantesca figura caminhando distante por entre a névoa. Desesperado ele voltou para o acampamento mas ninguém acreditou nele.

CENA 03: EXPLORANDO A ILHA

No dia seguinte, eles podem sair explorando a ilha, se embrenhando pela floresta. A primeira coisa que notam é a inexistência de animais e a presença de marcas de garras nas árvores e de pegadas de cascos pelo chão. Além disso, em alguams árvores o seguinte símbolo aparece sem parar:

Símbolo do Deus dos Chifres
Símbolo do Deus dos Chifres

Se seguirem para o norte, em direção à montanha vulcãnica, eles verão uma escadaria de pedra que levará até o Templo do Deus dos Chifres.

Se seguirem para oeste, entrarão cada vez mais na floresta e serão atacados por Ferais, criaturas bestiais meio humanas meio minotauros deformados, que tentarão os capturarem e os levarem para o Templo do Deus dos Chifres.

Se seguirem para o leste, eles chegarão em uma vila de selvagens, os filhos de Hog-Omog, o Deus dos Chifres. Os selvagems estão cobertos por trapos, e com suas cabeças enroladas com uma espécie de turbante. Muitos deles são deformados, andam com dificuldade, se arrastam e emitem sons estranhos, parecidos com mugidos. Os selvagems falam uma língua desconhecida para os heróis, que nem com magia consegue ser identificada.

Reporte da Cena 03:

O ladrão do grupo subiu em um coqueiro bem alto e viu a montanha com a escadaria de pedra e a pequena vila dos selvagens. O grupo decidiu seguir para a pequena vila, procurando os dois marujos que sumiram. Ao andar para vila, eles viram as marcas de garras e as pegadas de cascos pela floresta.

CENA 04: A VILA DOS SELVAGENS, OS FILHOS DE HOG-OMOG, O DEUS DOS CHIFRES

Na vila estão os selvagens. Todos eles tem trapos amarrados em suas cabeças, alguns em suas mãos e outros nas pernas. Na verdade eles estão se transformando vagarosamente em Ferais, monstros meio-humanos, meio-minotauros deformados, e os trapos escondem essas mudanças dos heróis. Os heróis também estão se transformando, mas de maneira mais lenta. Periodicamente, eles sentem dores de cabeça e podem perceber que pequenos chifres estão crescendo, ou que os dedos dos seus pés estão se colando e se transformando em cascos. Depois de dois dias e duas noites na ilha, as mudanças são marcantes.

Assim que os heróis se aproximam da vila, os selvagens os recebem com festa e alegria.

A vila de selvagens possui várias ocas de palha, com uma oca maior onde vive Gartuk, o shamã da tribo. Gartuk é completamente diferente dos selvagens, ele é um branco de um metro e noventa, com barbas e cabelos branco amarelados. Gartuk fala a língua dos heróis e os convida a participar de um banquete e uma festa. Ele explica que estão festejando a vinda dos heróis, em nome de Hog-Omog. Se perguntado sobre Hog-Omog, ele diz que o Deus dos Chifres dá tudo que eles desejam.

O plano de Gartuk é alimentar dos heróis com comida envenenada. Os heróis que comerem, depois da festa encerrada, irão dormir profundamente (só acordam se sofrerem dano). Os Ferais, que estão escondidos durante a festa, irão os levar para serem sacrificados à Hog-Omog no Templo do Deus dos Chifres, no alto da única montanha da ilha. Se algum herói não tiver comido nada ou tiver purificado os alimentos, os Ferais irão atacar e levar os heróis à força.

Se houver combate, Gartuk irá revelar que os heróis estão amaldiçoados e que também se tornarão Filhos de Hog-Omog. Ele também dirá que há muito tempo atrás, ele e seu companheiro Darik naufragaram na ilha, e que o Deus dos Chifres escolhera Darik para ser o seu corpo e a ele (Gartuk) para ser o seu profeta. (Isso vai ficar claro, se no final eles conseguirem retirar a maldição do Deus dos Chifres). Gartuk se transforma em um minotauro monstruoso durante o combate.

Feral - Monstros da Maldição do Minotauro
Feral - Monstros da Maldição do Minotauro

Inimigos:

5 Ferais (use a mesma ficha dos Orcs com +4 no dano e +10 nos PVs) e Gartuk (mesma ficha dos Orks, mas com +20 nos PVs e +6 no dano, e com poderes elementais da terra que dão 1d6+4 de dano em área de 10 metros, passíveis de jogada de proteção). Gartuk também tem um cajado que possui três cargas diárias de Raios Elétricos, que causam 2d8 de dano e atingem um alvo a até 100 metros.

Reporte da Cena 04:

O anão guerreiro e o mago acabaram comendo a comida oferecida por Gartuk, enquanto o clérigo purificou a comida antes de comer, e o ladrão usou de sua astúcia para fingir que comera. Enquanto o guerreiro e o mago estavam dormindo, os demais fingiram dormir. Dois Ferais entraram na cabana onde eles estavam e atacaram. Depois de uma pancadaria horrenda e um caos total na vila (com o guerreiro botando fogo nas ocas), os heróis venceram Gartuk e os Ferais. Durante o combate, o ladrão roubou o cajado de Gartuk e o quebrou no meio, sofrendo uma explosão que o jogou para longe (foi hilário!).

CENA 05: COMBATE EM FRENTE AO TEMPLO DO DEUS DOS CHIFRES

Os Ferais tentarão capturar algum sobrevivente do naufrágio e o levarão até o Templo dos Chifres. Se os heróis forem para esse lugar primeiro, eles verão os dois marujos sobreviventes sendo levados pelos Ferais. Os heróis podem tentar resgatar os dois antes que os Ferais os levem para dentro do templo. Se demorarem, os heróis terão que entrar no templo para resgatar.

Inimigos:

4 Ferais de Elite (use a mesma ficha dos Orcs com +6 no dano e +15 nos PVs)

Reporte da Cena 05:

Os heróis, depois do massacre da vila, voltaram para a praia para se encontrar com os marujos e o capitão do navio naufragado. Porém, ao chegar na praia, eles viram que os sobreviventes foram raptados por mais Ferais. Eles seguiram a trilha, que levava para a montanha e para o Templo dos Chifres. Lá eles emboscaram os Ferais e libertaram os sobreviventes.

CENA 06: EXPLORANDO O TEMPLO DOS CHIFRES

Essa é uma cena de exploração de dungeon. O templo possui como inimigos vários monstros com chifres, animais deformados pelo poder do Deus dos Chifres, fantasmas de antigas vítimas de sacrifícios, e armadilhas estilo RPG escolavéia. O mestre deve usar da imaginação e criar armadilhas e emboscadas horrendas. Na câmara mais profunda está o Salão do Deus dos Chifres.

Inimigos:

2 Banshees (vítimas dos sacrifícios), 1 Quimera (monstro deformado pelo Deus dos Chifres), 4 Cãos-Ferais (mesma estatísticas dos Ferais, mas em formato de cães misturados com búfalos, bem grotescos), 3 Esqueletos Guerreiros, distribuídos pelas salas do templo.

Mapa do Templo para encher de coisas - O Deus dos Chifres está na Estrelinha!
Mapa do Templo para encher de coisas - O Deus dos Chifres está na Estrelinha!

Reporte da Cena 06:

Eles entraram no templo e enfrentaram os Cãos-Ferais. Depois de explorarem um pouco, eles chegaram em uma sala com uma armadilha, era a sala que dava para o Salão do Deus dos Chifres. A armadilha era a seguinte: 4 buracos com o formato de mãos. O primeiro heróia colocar a mão em um buraco, faz com que este solte 100 peças de ouro e jóias. O segundo herói que colocara a mão em outro buraco irá acionar a armadilha, a mão fica completamente presa e o teto da sala começa a descer para esmagar a todos. O terceiro que colocar a mão em um buraco irá fazer com que uma porta secreta se abre. A decisão é ou largam o amigo preso na sala e fogem ou tentam solucionar a armadilha. O teto irá amassar a todos em 3 rodadas. Se um herói colocar a mão no quarto buraco, o teto para de descer, mas não liberta o amigo preso. A única maneira de libertá-lo é colocar as moedas e as jóias de volta no primeiro buraco.

Eles conseguiram resolver a armadilha e prosseguiram para a última sala.

CENA 07: A SALA DO DEUS DOS CHIFRES

Ao entrar na Sala do Deus dos Chifres, os heróis se deparam com uma estátua de bronze de 4 metros de altura, mostrando um minotauro monstruoso, com diversos chifres na cabeça, mais parecendo um demônio. A estátua segura um gigantesco machado e no centro do peito ela tem uma jóia rubra enorme, que pulsa com um brilho vermelho.

Assim que eles chegam perto ou tocam na estátua ela começa a mexer e a gritar OFERENDAS PARA HOG-OMOG, e ataca os heróis. Se um dos heróis morrer, a estátua aumenta de tamanho, passando a 8 metros de altura e aumentando em +1d8 o seu bônus de dano. Se outro herói morrer ela aumenta mais ainda e ganha +1d8 extra (além do anterior) em todos os danos dos seus ataques. Depois do segundo aumento, na morte do terceiro herói, ela se transforma em uma sombra gigantesca (a que foi vista no começo da aventura) e devora todos os demais (poupando apenas os que passarem na Jogada de Proteção). Em seguida ela sai e começa sua ronda noturna pela ilha.

Se os heróis conseguirem deixar o Deus dos Chifres a menos de 10 PVs, ele ajoelhará e dirá: MISERICÓRDIA, SIM OU NÃO? Se os heróis recusarem, ele volta a combatê-los. Nesse caso, se ele for morto, seu corpo de bronze derreterá deixando no lugar um velho de barbas amarelas (Darik, o amigo de Gartuk) e irá encobrir o herói que deu o último golpe. Esse herói se transformará no novo Deus dos Chifres, com seus PVs completamente cheios. Ele terá 1 rodada ainda sob controle de sua mente (nesse momento uma saída do templo se abre na sala), mas em seguida irá partir para cima dos heróis.

Se eles concederem misericórdia, o corpo de bronze se derrete deixando Darik agonizando no chão, e a jóia vermelha cai aos pés dos heróis. A jóia vale cerca de 6 mil peças de ouro! (ou mais de acordo com a recompensa que o mestre queira dar para os heróis). Darik agradecerá aos heróis antes de morrer e revelará que no lado norte da ilha, atrás da montanha, existe um antigo barco usado por ele e Gartuk, e que está em boas condições (os heróis podem usar para fugir da Ilha). Ele dirá que o Deus dos Chifres irá retornar após sete noites, para tomar um corpo humano novamente.

O templo possui alguns tesouros de antigas vítimas, que somam ao todo cerca de 1000 peças de ouro (além de um ou dois itens mágicos).

Inimigos:

Deus dos Chifres, mesma ficha do Troll, mas com +10PVs e bônus de dano de +8 (é pauleira mesmo). Uma vez a cada duas rodadas ele soltará um grito horrendo, que causa 2d6 de dano sonoro (pode ter Jogada de Proteção) em todos os heróis.

Reporte da Cena 07:

Eles enfrentaram o Deus dos Chifres mas não ofereceram misericórdia, com o clérigo se transformando no novo Deus dos Chifres. Na fuga do novo monstro, o Guerreiro morreu mas o ladrão e o mago conseguiram sobreviver.

_________________________

A aventura foi bem legal, se alguém for mestrar pode contar como foi aqui no NitroDungeon! :D

Anúncios

13 comentários

  1. “Durante uma festa onde os aventureiros são recebidos, o anão do grupo se destaca em devorar a comida, até que ele vira para o shamã da tribo que os recebeu e enquanto come pergunta:”
    Galduk (o anão): Cadê mu?!
    Shaman: Mu o quê?
    Galduk: MULHERES!

  2. @big – Valeu! As fichas foram feitas na época do Old Dragon playtest, então tem muita coisa diferente mesmo! :D Boa a dica dos tubarões, eu cortaria os tubarões se tivesse pouco tempo para mestrar.

  3. Nitro, mestrei a maldição do minotauro no II encontro de RPG em Arraial do Cabo, aqui no RJ. Cara, que podrera aqueles dois tubarões, véio! ponto de vida pra mais de metro, metade da aventura foi ali! Eu aconselho a colocar só um se for mestrar pra iniciante!

    O resto da aventura foi de boa, mas como tinha iniciante na mesa, engasgou nuns momentos, e eu acabei tendo de cortar toda a caverna do Hog Omog. Mas ficou bem bacana! A propósito, tem umas divergências nas fichas, tipo adaga causando 1d6 e magia curando 1d6. mas nada que um ajustezinho na hora não dê certo!

    Obrigado por disponibilizar ! E estamos sempre prontos pra testar!

  4. Muito bacana nitro! Com algumas pequenas adaptações, a aventura vai caber como uma luva na campanha que eu estou mestrando. Como sempre material de primeira!

Deixe um comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s