Há muito tempo estava a fim de mestrar o RPG do Gegor Hutton, 3:16 Carnage Amongst the Stars, que ganhou o prêmio Ronnies e é muito elogiado entre a turma que joga RPG indy. É um RPG Narrativo com foco principal na história que está sendo criada coletivamente, ou seja, o principal objetivo do jogo é criar uma história militar-sobrevivência espacial doidimais.

As histórias procuram seguir a narrativa de filmes como Aliens (principalmente o segundo), Tropas Estelares, Avatar (a parte dos militares que descem o cacete nos smurfs gigantes) e jogos como Starcraft e Warhammer 40K (Space Hulk). O jogo também replica os dramas pessoais e dramas de guerra de filmes como O Resgate do Soldado Ryan, Nascido para Matar, Platoon, etc.

É um jogo mais narrativo e acho que a turma que curte um roleplay livre vai curtir. Tem uma coisa interessante, é muito fácil morrer no 3:16, mas os jogadores já sabem disso no começo do jogo (e ainda ganham um bônus no novo PJ, que entra no jogo quase que imediatamente, via Naves de Reforços (Drop Ships), enquadrando e adaptando à narrativa do momento). E tem a mecânica Reforços, que faz com que se um fuzileiro morrer, o Comando de Guerra envia uma nave de reforços com um novo fuzileiro para tomar o lugar (e o jogador cria na hora o novo fuzileiro com um bônus por ter morrido).

Isso poderia ser uma cena de Carnificina nas Estrelas, com os Fuzileiros Navais Descendo o Cacete nos Aliens!
Isso poderia ser uma cena de Carnificina nas Estrelas, com os Fuzileiros Navais Descendo o Cacete nos Aliens!

Personagens são criados em menos de 5 minutos, rapidão e o jogo permite ao mestre inventar tudo na hora, rolando em tabelas se quiser. A preparação para o jogo é mínima, mas se o mestre quiser detalhar o cenário, pode também. Mas o que eu acho legal do 3:16 é ir para a mesa só com um arremedo de idéia para a missão e uma lista de nomes de PdMs (Personagens do Mestre) e de Alienígenas. Aí fica dooodimais!

O sistema de regras é simples na parte mecânica, com os Fuzileiros Espaciais competindo para ver quem mata mais aliens, mais bem interessante na parte de mecânica narrativa, que é o foco do jogo. Os fuzileiros espaciais podem usar flashbacks (memórias do passado narradas e improvisadas na hora do jogo) para alterar resultados de batalhas, o jogo é todo narrado por cenas e a resolução delas é feita por conflitos ao invés de resolução de tarefas.

Por exemplo, o jogador diz “quero cruzar esse rio para chegar do outro lado e lançar um cabo de aço para que os demais possam enviar o canhão de energia para o outro lado” e o mestre pede o teste, se passar consegiu e o jogador narra, se não passou, o jogador consegiu também, porém ocorreu uma complicação, como o jogador passa o canhão de energia para o outro lado, mas um monstro surge do rio e corta o cabo de aço, e ameaça o PJ do jogador”; diferente de fazer um teste para lançar o cabo, um teste para ver se o cabo está firme, um teste para levantar o canhão de energia, etc… (o que seria resolução por tarefas).

Um Cartaz de Recrutamento de Fuzileiros! "Cansado da Vida? Venha para o Exército vééééi!"
Um Cartaz de Recrutamento de Fuzileiros! "Cansado da Vida? Venha para o Exército vééééi!"

O cenário é apenas uma estrutura básica; as aventuras se passam no futuro onde o Conselho Terrestre (uma ditadura militarista) quer expandir a humanidade para outros planetas e precisa que as Forças Expedicionárias (os PJs são a 16ª Força Expedicionária do 3º Exército da Terra) exterminem qualquer ameaça nos Planetas Encontrados para os Colonos Espaciais ou para Exploração (de minérios, combustível, etc.). A ordem é chegar e descer o cacete nos alienígenas.

Como o cenário é bem esquemático, cada grupo pode e deve desenvolver os detalhes (coisa que pretendo fazer no futuro, e o legal é criar o cenário para 3:16 junto com os jogadores!), mas com tanto filme militarista espacial e jogos por aí, é muito fácil improvisar, pelo menos foi com o meu grupo!

Eu fiz um resumo de regras do 3:16 e vou postar aqui no blog, para quem quiser conhecer um pouco o jogo ou mestrar e jogar uma partida com os amigos. O jogo funciona bem como uma aventura curta de 1 sessão,mas ele também rola para campanhas longas, pois os jogadores ficam na seca para subir de posto na hierarquia militar e ganhar mais armas equipamento etc. Isso é algo interessante do 3:16, que é narrativo e ao mesmo tempo bem competitivo (é o exército caray, ou tu é macho ou tu sai fora vééééi!).

Vídeo para botar os jogadores no Clima do Carnificina nas Estrelas!

Os PJs tem apenas 2 atributos usados para rolar, Habilidades de Combate ou HC (que são usadas para o combate e para tarefas físicas) e Habilidades Não Combativas ou HNC (usadas para atividades intelectuais e sociais, por exemplo, oficiais normalmente tem altos valores de HNC. As armas medem quantos aliens foram mortos em um ataque.

Outra parte da mecânica é um sistema de combate estratégico e narrativo, simples mas divertido , com as Habilidades Alienígenas (poderes bizarros dos alienígenas) e a movimentação. O Alcance do combate é feito entre Curta Distância, Média Distância ou Longa Distância, e eu usei fichas para saber quais Fuzileiros estavam em qual parte. É muito interessante ver isso no jogo, é um esquema que depende de tática (visto que as armas variam de potência a curta, média e longa) e durante a pancadaria, os PJs tem que ficar se movimentando e adaptando às táticas dos alienígenas, tudo isso colocado dentro da narrativa.

As ameaças são limitadas por planeta por Fichas de Ameaça (ver o resumo de regras que vou postar em breve) e o Mestre tem um limite de inimigos que pode colocar em uma missão e o número de poderes alienígenas (ataques especiais, estratégias etc.) que pode usar em uma missão. As fichas ficam à mostra de todos e quando acabam, a missão encerra.

O resto da mecânica tem haver com narrativa, por exemplo: como iniciar e resolver Cenas, como criar e usar Flashbacks (sejam positivos, chamados de Forças ou negativos, chamados de Fraquezas), e contribuem para criar aqueles dramas pessoais que aparecem em filmes de guerra.

Além disso eu coloquei umas regras caseiras (sempre faço isso hahahaha) tiradas do Trollbabe (outro RPG narrativo que vou postar aqui em breve), que é uma mecânica de Relacionamentos e Motivação, que dão re-rolagens de dados fracassados pelos relacionamentos e pela motivação do PJ. Ou seja, quanto mais o jogador interpreta, cria relacionamentos e interpreta a sua motivação, ele ganha vantagens mecânicas no jogo.

REPORTE DA MINHA 1ª SESSÃO DE 3:16 CARNIFICINA NAS ESTRELAS

Aproveitei uma mini festa-nerd que fizemos no Domingo, dia 5 de Setembro, para mestrar o 3:16. O legal foi que a minha mesa tinha apenas a Tuz Esposanerd como veterana de RPG, os demais nunca tinham jogado RPG antes!

E o modo como eles entraram na história e interpretaram os PJs, facilitado pela uber-simplicidade da mecânica (rolar 1d10 tirar igual ou abaixo do HC (Habilidade de Combate) ou HNC (Habilidades Não Combativas) fez com que a galera entrasse bem na história e soltasse a criatividade,que aparece no reporte.

A mecânica de flashbacks foi usada apenas duas vezes, mas a aventura foi de ação initerrupta, com final épico digno de um Aliens da vida! :D

ANTES DO JOGO E CRIAÇÃO DE PERSONAGENS

Distribui as fichas e fui explicando o jogo, dando exemplos dos filmes Aliens, Tropas Estelares e Avatar e jogos como Gears of War e Halo. Como a galera já é nerd pra caramba, o pessoal pegou o espírito da coisa rapidinho. Passei o clima “macho pra caray” da 16ª Força Expedicionária e todo mundo começou a conversar sobre os personagens que iriam fazer, dando opinião nos personagens dos demais. A criação de personagens durou cerca de 10 minutos, e gastei o tempo apenas explicando as armas e os itens dos kits de equipamentos que cada Fuzileiro Espacial recebeu.

Usei o Planeta e a estrutura de missão que vem pronta no 3:16, deixando em aberto o que aconteceu no Planeta para improvisar na hora do jogo, de acordo com o jeitão que a narrativa for fluindo, a partir das decisões dos jogadores.

Nessa hora me veio a idéia de fazer o Comando Terrestre como os Peacekeepers da série Farscape. Assim descrevi que o Comando Terrestre considera qualquer raça alienígena como inferior e quer preservar a integridade genética da raça humana, assim qualquer contaminação cultural ou biológica de colonos espaciais com raças alienígenas tem que ser exterminada.

Os personagens são apenas esboçados, pois os detalhes do passado deles, de acordo com o jogo, são criados e improvisados durante a missão, por meio da mecânica dos Flashbacks.

Os jogadores criaram os seguintes personagens:

Cabo Cacilda Ripley: Uma veterana de missões, amarga por ter perdido vários amigos na última missão. Cética em relação ao comando terrestre, sobrevivente. Quer voltar para a terra e ver sua família e sua filha.

Sargento X: O oficial do grupo (maior HNC de todos, ganha o posto). Outro veterano, totalmente paranóico, sofreu uma traição na última missão que teve. Ele esconde o seu rosto em uma máscara negra (porquê? cicatrizes horrendas? mistério para ser solucionado no jogo!).

Soldado P.Killer: Um brucutu monte de músculos, adora matar aliens (mais do que o considerado são), sanguinolento e frio. Quer subir de posto de qualquer maneira e odeia o Sargento X.

Soldado Kimeko: Uma adolescente japonesa prodígio, de 15 anos e uma máquina de matar. Raivosona e com sede de sangue alienígena, tem uma queda pelo Soldado P.Killer. Adora combate corpo a corpo e sonha em largar o exército e virar uma mercenária espacial. Rival de Zoe e compete com ela em número de mortes de alienígenas.

Soldado Zoe: Uma bela jovem guerreira, fria e calculista, extremamente perfecionista com suas técnicas de combate e rival de Kimeko.

Como os jogadores criaram seus próprios personagens, o interesse e o investimento emocional no jogo foi maior. A parte que foi mais divertida foi explicar os equipamentos (como os Cigarros Cancer Jack, ou os Chicletes Radioativos) e a distribuição das armas.

Assim que os personagens estavam prontos, passei direto para a primeira cena, antes da Reunião de Instruções da Missão. O jogo tem uma estrutura básica apra começar as aventura,e segui na risca, introduzindo só uma cena inicial para o pessoal começar a interpretar e terem uma idéia dos fuzileiros espaciais que criaram.

CENA 01: ALOJAMENTOS NA NAVE “DEATH FROM ABOVE” DA 16ª FORÇA EXPEDICIONÁRIA

O jogo começou com os fuzileiros nos alojamentos. Ripley estava com o Soldado Meg, uma jovem novata que estava desesperada com a sua primeira missão, Ripley tentou acalmá-la mas sem muito sucesso e ficou ensinando a novata a montar e desmontar o Rifle de Energia,e por pouco Meg não feriu Ripley com sua falta de jeito.

O Sargento X teve uma discussão com seu colega de alojamento, o Soldado P.Killer, porque entrou no local sem sua máscara, e o brutamontes do P.Killer não o reconheceu.

Kimeko e sua colega de alojamento, Zoe discutem sobre quem vai matar mais alienígenas na próxima missão. Kimeko acabou de chegar do 15ª Força Expedicionária, de onde veio com fama de assassina descontrolada, e Zoe fica meio com receio dela.

Comentário: Cena sem nenhum rolamento, apenas apra determinar os Relacionamentos (que são usados para dar re-rolagens) e descrever Motivações. O pessoal entrou de cabeça nos personagens. A interação entre Kimeko e Zoe determinou o relacionamento das duas como Rivais, assim como o relacionamento entre X e P.Killer os colocou como Inimigos, enquanto Ripley teve o relacionamento de Mentor com Meg (que era a novata e um Personagem Coadjuvante, parcialmente controlado por Tuz (a jogadora de Ripley).

CENA 02: A REUNIÃO DE INSTRUÇÕES

Em seguida eles escutaram a sirene altíssima indicando a Reunião de Instruções da Missão (Mission Briefing). Disse para eles que o seu superior era o Tenente Goodman (descrevi como o mega comandante fodão do filme Avatar, mas com uma cicatriz em forma de X no rosto passando por cima dos olhos e termando nos dois lados de sua mandíbula quadrada). O Tenente Goodman é uber durão, desce o cacente em insubordinados, já foi visto metendo uma faca no rosto de um soldado desertor, e por ai vai!

Assim que tocou a sirene, os soldados foram desesperados para sala de reunião. Fiz um teste de HC (corrida, coisa física) e disse que se alguém fracassar, vai chegar atrasado e tomar um sabão do Tenente Goodman. Todo mundo rolou e o Sargento X fracassou no teste!

Os demais já tinham chegado quando o Sargento X chegou por último. O Tenente Goodbam gritou com ele e ordenou que ele fizesse 20 flexões, dizendo que se alguém mais der alguma risadinha vai fazer 50. O Sargento obedeceu e deu aquele clima de tensão de campo militar doidimais!

O Tenente Goodman passou a missão: o Planeta Goya, um planeta tropical de florestas gigantescas, árvores em formato de espiral e plantas azuladas, roxas e amarelas, estava com a Colônia Terrestre “Da Vinci” isolada, e sem comunicar com o Comando Terrestre a mais de três semanas. Uma tropa de fuzileiros fora enviada para investigar mas também não reportou. Os PJs deveriam ir ao planeta, investigar o que aconteceu com a Colônia Terrestre e tentar resgatar algum sobrevivente que ainda esteja por lá.

O local da Colônia estava envolvido uma névoa azulada que causa pane nas naves, assim eles seriam colocados a 5 dias de distância da Colônia

Os soldados questionaram mais detalhes e Goodman explicou que se houver contaminação biológica ou cultural, eles teriam que exterminar os sobreviventes também.

A tropa enviada seria os PJs mais a Soldada Novata Meg.

Comentário: O clima militar é importante para dar a tensão na missão. Eu passei direto para a próxima cena, mas se for mestrar de novo, ainda faço uma cena de preparações, com os PJs narrando seus preparativos.

Outra coisa que faria diferente seria colocar mais Soldados junto com os PJs, para ter mais Relacionamentos etc. Mas ficou legal do jeito que foi. Fiz a competição para chegar na hora usando HCs, para quem topou chegar na reunião na correria e HDC para quem previu a hora da reunião por ser organizado.

Usei essa cena para estabelecer como o Tenente Goodman é durão!

CENA 03: CHEGANDO NO PLANETA E O PRIMEIRO COMBATE!

As Naves de Reforços deixaram os PJs no planeta, a 5 dias de caminhada pela floresta fechada até a Base Da Vinci dos Colonos Espaciais. Logo depois de terem chegado os fuzileiros partiram para a base.

Eles tiveram uma discussão de como chegariam melhor até a base mas, depois de alguns minutos caminhando, os fuzileiros foram emboscados por criaturas semelhantes a camaleões humanóides, com presas enormes e com membros e garras semelhantes a de insetos, armadura corporal e armados de lanças com cristais de energias explosivos nas pontas.

Emboscados, os fuzileiros lutaram bravamente, atirando a torto e a direito e se movimentando pela floresta para tentar escapar do cerco. Meg acabou capturada por dois dos Sórians, mas os demais fuzileiros não deram muita bola, ela era uma novata, tem que aprender! (hahahaha!).

O combate foi violento porém Ripley se afastou demais do grupo ao lutar sozinha com um bando de Sórians. Ela termina o combate longe o do grupo, na beira de um lago de cor púrpura e cheio de lodo. Vários fuzileiros ficaram feridos e a tropa teve que parar e usar os Medpaks para costurar os ferimentos.

Comentário: Eu demorei um pouco para pegar a manha do combate e da posição das fichas no alcance, mas rapidamente a gente começou a pegar o jeitão do combate. O legal é que, mesmo sendo narrativo, as regras permitem estratégias interessantes, e estimulam a movimentação. O fracasso é narrado antes dos sucessos, o que permite a quem teve sucesso alterar sua ação para o que acontece de dramático na cena, ou então deixar que a tragédia aconteça (como foi o caso da Meg).

CENA 04: ACAMPAMENTO NA BEIRA DO LAGO E UM VEÍCULO MONSTRUOSO

Os fuzileiros chegaram até o gigantesco lago descoberto por Ripley e caminharam pela margem dele por várias horas, indo em direção à Colônia. Eles tentaram encontrar Meg, a novata mas não conseguem, pois a floresta azul de Goya era muito densa.

Eles decidiram acampar no lago, ao invés de enfrentar a noite do planeta Goya. As rivalidades entre o grupo começaram a fazer efeito, com fuzileiros disputando o número de mortes e a paranóia do Sargento X começando a afetar seus subordinados.

Logo depois de fazer o acampamento, um gigantesco réptil na forma de um crocodilo de vinte metros com a cabeça de uma piranha assassina sai do lago em direção a cabana, onde estava P.Killer. O grupo partiu para cima do monstro, que estava companhado de centenas de filhotes, versões de 1 metro de tamanho da criatura. Depois do combate feroz, a criatura foi morta e ficou apodrecendo rapidamente na margem.

A podridão fez com que um monstro semelhante a uma libélula gigante com características reptilianas se aproximasse para se alimentar da carcaça do crocodilo-piranha. Nessa hora Kimeko teve a idéia de domar a criatura (usando e citando seu flashback de que já fez isso em um planeta de insetos gigantes, em uma missão anterior na 15ª tropa, de onde foi transferida) e o grupo agiu em conjunto para capturar o monstro.

Depois de capturado e devidamente controlado, os fuzileiros subiram no monstro e partiram em vôo para a Colônia, poupando dias de viagem pela selva azul do Planeta Goya.

Comentário: Todas as cenas após a chegada foram criadas na hora, a partir das idéias dos jogadores. Eles, fora do personagem, diziam o que pretendiam fazer e eu ou rolava o dado ou acompanhava a narrativa dando os detalhes do cenário etc. O aparecimento do monstro alado foi uma consequência da carcaça do crocodilo-piranha, e a jogadora da Kimeko teve essa idéia na hora, que foi reincorporada no seu personagem como um flashback, criando uma parte de sua biografia e mantendo dentro do tema da campanha e do RPG.

CENA 05: ATAQUE NOS ARES E O DESTINO DE MEG, A NOVATA!

Depois de algumas horas indo em direção à Colônia, os PJs foram atacados por Sórians, surgindo do alto das copas das árvores. Os alienígenas emboscaram os PJs novamente e conseguiram derrubar o monstro.

O combate se deu na queda, de maneira bem cinematográfica. Tiros de energia para todos os lados e os fuzileiros conseguiram chegar até o chão com alguns ossos quebrados mas vivos. Os sórians continuaram na perseguição, e os fuzileiros contra-acataram no desespero. Ripley se lembrou de sua filha e de seu marido na Terra, e no seu desejo de juntar créditos suficientes para salvar a vida de sua filha (que tem uma doença terrível), e mesmo com uma das suas pernas arrancadas, ela grita e metralha um grupo de Sórians que se aproximava do grupo.

Medpacks na hora junto com a Armadura Mandelbrite, conseguiram recuperar Ripley e o Sargento X, que sofreram bastante nesse último ataque, e o grupo continuou a missão.

Em uma clareira, depois de executar um grupo de Sórians, eles encontraram Meg, junto com outros casulos. Ao abrir viram que Meg estava parcialmente transformada em uma criatura híbrida de Sórian com Humano, e, sob os gritos desesperados da novata, Kimeko mete um tiro de energia na cabeça da coitada, obedecendo as ordens do Comando Terrestre.

Comentário: A medida que o jogo foi prosseguindo, os jogadores iam tomando coragem e assumindo cada vez mais a narração, o que eu fiz foi apenas ir adequando e ligando uma cena com a outra. Os jogadores foram que narraram que encontraram a meg em um casulo e aproveitei isso para incorporar na história. Agora já sei o que estava acontecendo na Colônia, os Sórians estavam capturando e transformando os humanos de lá! E isso veio dos jogadores, doidimais! O Flashback de Ripley criou a família que ela deixou na Terra, dando mais vida ao personagem e dando elementos para que eu, como mestre pudesse, reincorporar no jogo.:D

CENA 06: COMBATE FINAL E A MEGASÓRIAN!

O grupo continua por várias horas e depois de acampar e se recuperar, chegaram cuidadosamente na Colônia. O lugar estava deserto, com as fazendas biorgânicas e as minas de cristais de dilítio abandonadas. Eles viram vários sinais de massacres e destruição por todos os lados e uma estranha cúpula gigantesca no centro da colônia, de design totalmente diferente da arquitetura terrestre.

Os fuzileiros começavam a se posicionar quando a cúpula abriu e um exército de humanos e ex-fuzileiros híbridos de sórians saiu, atacando em direção dos PJs. Usando de lança foguetes e canhões de energia, os fuzileiros conseguiram conter a primeira onde de ataque, porém, viram que estavam cercados pelos sórians que vieram por trás, vindos das florestas (a parte restante do que não fora derrotada no combate anterior e a parte que estava nas Zonas de Hibridrização de Humanos, onde eles encontraram a Meg).

O Combate foi muito violento, com todos os fuzileiros com perigo de morte, sendo que o Sargento X e Riplei ficaram Aleijados, sem partes do corpo. Porém, os fuzileiros tinham conseguido uma certa vantagem, quando, do interior da Cúpula, saiu a Megasórian, uma sóriam gigante que era a mãe dos sórians daquela região. Ela sai e urra de ódio contra os fuzileiros pela morte de seus filhos, e os fuzileiros, como bons brucutus, sentaram o cacete no monstrão. P.Killer partiu para cima com sua Power Claw enquanto o pessoal despejava toda a munição que tinham no bicho. O monstro matou o Sargento X e Ripley, porém, antes de morrer, Ripley consegue lançou seu Lança-Foguetes e explodiu a cabeça da criatura.

O grupo chama os E-Vacs, naves de evacuação.

Comentário: O clímax foi digno de um filme de pancadaria alienígena, com mortes para todo lado. O sacrifício de Ripley foi bem legal, assim como a atuação dos demais jogadores. Como sobraram muitas Fichas de Ameaça dos encontros anteriores, joguei tudo nesse encontro final, o que deixou ele muito difícil mas muito emocionante (achei que iam morrer mais fuzileiros!).

A pauleira do combate levou a cenas de flashback para anular danos.

CENA 07: FUNERAIS, MEDALHAS E DESERÇÕES

De volta a nave mãe dos Fuzileiros, nos dias seguintes o Tenente Goodman presidiu o funeral do Sargento X e do Cabo Ripley (que teve a presença de sua família), com direito a palavras dos demais fuzileiros.

P.Killer ganhou o posto de Cabo por ter o maior número de Mortes de Alienígenas na missão, e Kimeko desertou do exército, fugindo para se tornar uma mercenária espacial. Zoe jurou capturar a desertora e levá-la a corte marcial do Comando Terrestre.

Comentário: O final foi narrado pelos jogadores, principalmente aqueles que perderam os personagens (e que ganham bônus nos prox. personagens que fizeram). O destino depois da missão (visto que essa era uma aventura curta, de uma sessão) também foi narrado por eles.
A sessão terminou (foi cerca de 3 horas) e ao meu ver, todo mundo se divertiu pra caramba! :)

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Bem esse é o reporte da sessão de 3:16 Carnificina nas Estrelas. Vou postar em breve o resumo de regras e a ficha traduzida do Carnificina para quem quiser dar uma experimentada no jogo.

É isso aí pessoal e vamos jogar RPGêêêêêê!

FOTOS DA SESSÃO E DA MINI-NERD PARTY DO DIA 5 DE SETEMBRO, 2010 (NA CASA DA FERNANDA NERD E DO DANIEL)

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