6º Episódio: “A Viagem Subterrânea e o Esquadrão Suicida” – Campanha: “O Império das Sombras” – Forgotten e D&D 4ª Edição!

Mais uma sessão de três horas (ainda consigo começar a sessão na hora certa!) com metade de interpretação e metade de pancadaria (do jeito que o povo gosta hahaha!). Essa sessão foi muito legal, com os jogadores cada vez mais a vontade com seus personagens e os acontecimentos ganhando vida própria. Gosto quando isso acontece, pois facilita mestrar, é só fazer o cenário e os PdMs direitinhos e deixar os PdJs interagirem com eles. Nessas horas é que a “mágica do RPG” surge, narrativas novas que eu jamais teria pensado no período de preparação da aventura. Fica aí uma observação, até que seus jogadores se sintam confortáveis e confiantes nos seus personagens, o mestre deve conduzir mais o jogo. Assim que eles têm mais autonomia, divida a responsabilidade da criação da narrativa com os jogadores que coisas surpreendentes irão acontecer!

Tivemos momentos cinematográficos de interpretação, como na cena do ritual e da viagem subterrânea (mais detalhes no diário de campanha logo abaixo). A cena do ritual foi um Desafio de Perícias, mas que rolei na base da interpretação, com direito a cenas de horror! Para o meu grupo, a melhor maneira de se rolar desafios de perícias é os deixar reagirem ao problema ou aos acontecimentos e no momento em que eles vão interpretando e que vejo que um rolamento de dados vai dar um momento de suspense ou uma emoção a mais (o famoso “será que vai dar certo?”), eu rolo. Se os PdJs conseguem resolver na base da interpretação, deixo quieto, vai no gogó mesmo! O legal é balancear esses momentos de modo que todos possam participar.

Essa é outra dica para os mestres iniciantes: sempre se pergunte como envolver todos os PdJs em sua cena ou evento. E conduza suas aventuras para que todos os PdJs possam participar de alguma forma, no momento de uma cena eu sempre corro meus olhos na minha lista de iniciativa e pergunto para cada um dos PdJs o que ele está fazendo, ou faço o PdM mencionar alguém que está no mais calado na mesa de jogo. Como diz um amigo meu da época do Cretáceo do RPG, “RPG é algo que é legal de participar, mas um saco de assistir”! Não deixe ninguém na sua mesa “assistindo” o jogo dos outros, principalmente se forem iniciantes!

ORGANIZADOR DE CARTAS DE PODERES

Tive uma idéia para organizar as cartas de poderes dos personagens. A cobaia foi a Marisol! A lance é usar um porta cartões (que você pode encontrar nas papelarias) e usar ele para colocar os poderes. Esses porta cartões podem ter até 48 poderes, muito mais que o suficiente para os jogadores (pois eles terão em média apenas !!! 15 poderes no nível 30!!!)

Seguem as fotos do esquema!


Lendas Lendárias da Sessão:
Bem, sabem como é “um dia da caça e outro do caçador”, ou melhor, “um dia do mestre e outro do jogador”! Essa sessão ficou marcada pelo “couro” que eu levei, ou melhor, que minha tropa de lacaios (minions) levou da galera! Tinha preparado uma surpresa para o final do combate na primeira masmorra da Fortaleza Keegan, mas os PdJs se preparam e emboscaram a minha tropa querida de goblins! Argh! Uma tropa inteira! Os caras caíram sem nem ao menos gritar, de uma vez! ARGH! Pelo menos os PdJs demonstraram que agora estão pensando como uma equipe, em vez de “cada um por si”.

É o que eu falo, no D&D 4e, o jogo é feito para pensar em equipe, se o nego agir por conta própria sem ligar para os outros, dança bonito, hehehe! Esse componente estratégico aumenta o desafio para o mestre também, pois um grupo azeitado, com a estratégia bem pensada para um combate, pode acabar com os monstros do mestre rapidinho. O legal é que estou animado com os combates e com o que pode acontecer neles, pela quantidade de variação e diferentes coisas que podem ser feitas durante a pancadaria. Por exemplo, agora que a minha galera está pegando o jeito da importância do posicionamento na 4e, como os uso dos “empurrões”, de “puxar o monstro para cá”, “empurrar no buraco”, “atacar e esconder na pilastra” etc., ou seja, tirar vantagem do espaço e prestar atenção na movimentação dos oponentes.

A viagem subterrânea até Paraíso do Inverno nas carroças de aço dos Gnomos das Profundezas foi muito engraçada. Como a carroça girava 360° ao andar por baixo da terra sendo puxada por um Bulette (de modo a cortar e a deslizar melhor pelas camadas de terra), a galera que estava sentada (e devidamente amarrada) na parte de trás da carroça de aço (que é toda fechada) acabou enjoada com a viagem. Em uma falha no teste, Jelly acabou vomitando o café da manhã! Rolei um dado e adivinhem, o vômito da Jelly caiu na patricinha da Marisol! HAHAHAHAHA! E como ela estava amarrada no banco de ferro da carroça (para não ser cair por causa do giro da carroça), Marisol ficou gritando de nojo até a carroça chegar a Paraíso do Inverno, pois não podia fazer nada para limpar seus lindos cabelos loiros! Foi muito engraçado e narrei de uma maneira que todo mundo sentisse que estava girando, uma gritaria só hehehehe!

Vamos agora ao diário de campanha do 6º episódio do “Império das Sombras”!

PS.: Assim que eu entrar de férias no dia 18, eu posto aqui as fichas dos personagens (que deverão estar no 3º nível), beleza?

Fotos do 6º Episódio (Parte 1): “A Viagem Subterrânea e o Esquadrão Suicida”

Fotos do 6º Episódio (Parte 2): “A Viagem Subterrânea e o Esquadrão Suicida”

Diário de Campanhas dos Personagens:

Principalmente depois dos Pontos de Narrativa, o pessoal começou a postar os Diários de Campanha como uns loucos. Dêem uma checada nos diários dos personagens abaixo, para ter uma idéia da visão deles da aventura!

Diário de Campanha de Marisol de Sune

Diário de Campanha do Stadt Jever

Diário de Kalyan “Rasga-bucho”

Diário da Jelly Burork

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6º Episódio: “A Viagem Subterrânea e o Esquadrão Suicida”
Campanha: “O Império das Sombras” – Forgotten e D&D 4ª Edição
1479 DR, Ano do Ser Que Não Tem Idade, de 18 até 20 de Ches, Primavera de Faerun.

O grupo, triste pela morte de Kalian, observa o Stadt Jever ler e estudar o pergaminho do ritual de ressurreição. O mago eladrin fica preparando o ritual por muitas horas, passando ungüentos mágicos, desenhando símbolos arcanos por todo o corpo e envolvendo-o em bandagens.

Belwar - Mercador Gnomo das Profundezas

Belwar Cortador-de-Pedras – Mercador Gnomo das Profundezas

Belwar conversa com os demais, pedindo que eles vinguem os gnomos das profundezas que foram mortos por Kalarel. O mercador dá cinco poções de cura e uma poção da Garra Sangrenta, uma poção vermelha e viscosa dos gnomos das profundezas que , segundo Belwar, os ajudará no combate contra Kalarel.

Além disso, Belwar dá uma Pedra do Retorno, uma pedra acinzentada e triangular do tamanho de uma laranja que se divide em três partes iguais. A pedra mágica, muito útil nas escavações dos gnomos das profundezas na vastidão do Subterrâneo, poderia ser usada pelos heróis apenas uma vez nos próximos três dias em que eles ficariam no esconderijo da caravana dos mercadores.

Separando uma das três partes da pedra, ele a primeira parte no centro do acampamento, dizendo que se eles acionassem a segunda pedra, que diferente das outras possuía várias runas mágicas encravadas por toda a sua superfície, eles seriam transportados imediatamente para o acampamento. Em seguida, se quisessem retornar para onde deixaram a terceira parte da pedra, bastaria acionar a segunda parte da pedra novamente. Em seguida, as três partes virariam areia.

Após algumas longas e angustiantes horas, Stadt Jever retornou da clareira subterrânea, localizada a cerca de trinta metros do acampamento, onde estava preparando o corpo de Kalian. Dirigindo-se a Belwar e ao seu grupo, o eladrin pediu ajuda para colocar estacas de madeira no chão e amarrar o corpo de Kalian no centro do pentagrama que tinha preparado no chão. Com a ajuda de Auden e Jelly e de alguns gnomos das profundezas, ele prende o corpo completamente enfaixado de Kalian no chão, amarrando-o a quatro estacas de madeira de um metro de altura, que os gnomos havia enterrado no chão, em posições eqüidistantes no círculo exterior do pentagrama.

Belwar pergunta se Stadt Jever necessitava de mais alguma coisa, ao que o eladrin responde que tudo já estava pronto para o ritual. Respeitando o momento, Belwar se retira junto com os demais gnomos para o acampamento.

Nesse tempo, Marisol retornou até a Caverna do Trovão para se encontrar com Lady Aritanna, que havia ficado na entrada protegendo a retaguarda do grupo. Usando as palavras mágicas dos gnomos para abrir e fechar a muralha de pedras que escondia o acampamento dos capangas de Kalarel, Marisol foi até Lady Aritanna e a trouxe de volta até o grupo.

Ao chegar ao acampamento Stadt Jever já tinha acabado os preparativos para o ritual. Com o corpo de Kalian bem amarrado nas estacas de madeira do pentagrama, Stadt Jever pediu a ajuda de Marisol e de Lady Aritanna, para com suas preces, pudessem guiar a alma de Kalian do plano astral até o plano material, facilitando assim o ritual.

Logo em seguida o mago eladrin iniciou o ritual da ressurreição, murmurando as palavras contidas no pergaminho. Ele explica que vai abrir uma passagem para o mundo astral a fim de trazer a alma de Kalian de volta ao seu corpo, algo que poderia ou não dar certo. Stadt ainda alerta que algo maligno poderia vir com ele, e que eles deveriam estar prontos para tudo.  Auden pergunta por que era necessário amarrar Kalian, e Stadt Jever reponde que muitas vezes não é a alma da pessoa que volta, e sim algum tipo de entidade maligna que toma o corpo da pessoa que é ressuscitada.

Eles começam o ritual com cânticos, que se segue por várias horas. Jelly decide ir dormir, pois os ferimentos terríveis que sofrera no combate contra Dente-de-Ferro deixaram a guerreira completamente debilitada, mesmo depois das preces e das curas enviadas por Sune através de Marisol.  Auden também decide descansar.

Porém, após algumas horas, os cânticos do ritual e as rezas de Marisol e Lady Aritanna fazem com que Auden acorde e não consiga mais dormir. Ele levanta e sai do vagão da caravana onde estava dormindo e vai até o local do ritual, a cerca de vinte metros do acampamento. Lá ele encontra Stadt Jever, Marisol e Lady Aritanna entretidos no ritual. Porém, Auden nota uma sombra estranha surgindo por cima do corpo de Kalian, ao mesmo tempo em que um barulho ensurdecedor de gritos e um vendo fortíssimo surge ao redor dos três participantes do ritual.

A sombra vai ganhando contornos humanóides e dois olhos vermelhos brilham na região onde estaria a cabeça de uma pessoa. O estranho espectro parece incapaz de fazer alguma coisa, pois parece estar preso. Porém, pego de surpresa Auden grita:

__ Stadt Jever, cuidado!

Nesse momento o espectro nota a presença de Auden e urrando, voa imediatamente em direção ao senhor da guerra, adotando uma forma mais demoníaca. Auden saca sua espada e luta em vão contra o espectro, que tenta dominar sua mente colocando suas garras feitas de sombra em seus olhos. Auden grita de horror mas, com sua força de vontade ferrenha, consegue impedir que o espectro tome conta de seu corpo. Atacando com toda sua alma, Auden corta o espectro no meio. A criatura dissipa-se com um grito ensurdecedor, levando consigo a forte ventania e os gritos de horror. Momentos depois, os cânticos e as rezas se encerram, e Stadt Jever, visivelmente exausto, declara que o ritual estava completo.

Marisol se aproxima de Kalian e acredita que ele continua morto. Auden posiciona a lâmina espelhada da adaga que guarda na sua bota direita sob o nariz de Kalian. Um leve e rítmico embaçar na lâmina mostra que Kalian está respirando novamente.
Depois de certo tempo Kalian abre os olhos e assusta-se por estar amarrado. Stadt Jever corta as faixas que envolvem o sembiano enquanto Marisol traz um cobertor feito pelos gnomos das profundezas para envolver o ladino.

__ Você deve estar com frio.__ exclama Marisol para um confuso Kalian. O ladino não está entendendo nada e olha para as runas pintadas por todo o seu corpo com uma expressão de interrogação.

Sem oferecer explicações, o mago eladrin Stadt Jever comenta que está muito cansado e se retira para meditar. Kalian não sabe que morreu. Ele pergunta o que aconteceu. Jelly, que já tinha acordado, aproxima-se e fica gozando da cara dele:

__ Que trabalheira você nos deu, hein sembiano?

__ Trabalheira por quê?__ murmura Kalian, sentindo-se muito fraco até para falar.

__ Bem, não sei como dizer isso de maneira suave, mas VOCÊ MORREU, CARA!

__ Morri… peraí, eu não morri não, eu só desmaiei! Vocês estão falando isso é para me enganar, para
pegar as minhas coisas!__ o ladino de Sembia exclama irritado.

__ A gente teve que vender tudo que você tinha, para te trazer de volta! Além disso tivemos que passar tudo que a gente tinha também! __ responde Jelly.

__ Não acredito! Cadê as minhas coisa? Vocês ME ROUBARAM!!! CADÊ AS MINHAS COISAS???

Auden perde a paciência e vai para cima de Kalian:

__ Peraí! Eu estou ouvindo direito? Esse cara TÁ RECLAMANDO???? Gastamos tudo que a gente tinha para trazer esse cara de voltar à vida e ele ainda TÁ RECLAMANDO?

Kalian se assusta com a reação do senhor da guerra Cormyriano e recua. Jelly toma a frente e afasta Auden, que já estava ao ponto de esganar o ladino. Kalian, ainda com as runas de Stadt Jever desenhadas por todo o corpo, fazia uma expressão confusa. Jelly vira para o ladino e grita com ele:

__ DÊ UMA OLHADA NO SEU PEITO, SUA ANTA! Olha essa cicatriz horrenda cortando de fora a fora o seu tórax! Você acha que alguém sobreviveria a isso, seu idiota!

Kalian abre a manta que Marisol havia lhe dado e olha para seu tórax. Uma feia cicatriz, partindo do seu ombro direito e descendo até a altura da parte inferior esquerda da sua barriga, mostra o corte feito pelo machado de Dente-de-Ferro.

__ Não dá para fazer isso sumir, Kalian. Infelizmente você vai ficar com essa coisa feia no seu corpo, isso foi um ferimento mortal. Nem Sune é capaz de fazer isso desaparecer. __ exclama uma tristonha Marisol, franzindo seu narizinho perfeito enquanto mechas louras dos seus cabelos sedosos caem sobre os seus olhos, escondendo uma pequena lágrima que ameaça derramar.

__ Passamos muito tempo tentando trazê-lo de volta, criatura.__ exclama Lady Aritanna, evidenciando sua reprovação pelas atitudes egoístas demonstradas pelo sembiano.

__ E eu passei um rabo no meio desse ritual, enfrentando uma coisa-sombra horrenda, que apareceu para te levar embora, seu mané!__ interrompeu Auden, dando um peteleco na cabeça de Kalian. __ Você sabe alguma coisa sobre isso?__ continuou o senhor da guerra.

Kalian, olhando para os lados respondeu:

__ Não…não sei o que isso pode ser… Bem, obrigado a vocês… desculpa qualquer coisa…__ murmurou o ladino.

Vendo a situação embaraçosa, Lady Aritanna interrompeu a discussão, para evitar que a manteiga derretida da Marisol chorasse:

__ Vamos descansar, irmã Marisol. Selune e Sune precisam de nossas forças restauradas para os desafios que enfrentaremos pela frente.

Marisol e Aritana se retiram para o acampamento enquanto Jelly faz a vigília. Auden olha desconfiado para Kalian e senta-se ao lado de Jelly. Kalian fecha os olhos e rapidamente é tragado pelo sono e pelas lembranças terríveis de seu passado em Sembia.

Muitas horas depois, o grupo, revigorado, se reúne em torno de Belwar para planejar as próximas ações. Kalian, ainda muito debilitado e pálido, se une aos demais. O ladino parece muito calado, perdido em um turbilhão de pensamentos conflitantes.

Stadt Jever se dirige a Belwar e pergunta:

__ Mestre Belwar, o que realmente Kalarel está fazendo nas ruínas subterrâneas da Fortaleza Keegan?

O líder dos gnomos das profundezas suspira e diz, em uma voz estranhamente gutural, que lembrava o som ecoante das cavernas do Subterrâneo:

__ Kalarel nos enganou para usar das nossas habilidades de escavação a fim de chegar a uma suposta câmara secreta, nas camadas mais profundas das ruínas. Pelo que eu ouvi , parece que nessa câmara está uma grande arma para Netheril. Kalarel falava muito com Dente-de-Ferro, a todo o momento ele dizia para o Hobgoblin que ele tinha que levar mais peças de ouro para Barwin, o mercador de Sembia e seguidor de Shar. Esse ouro seria usado para comprar o apoio de Rond Kelfen, o comandante da milícia de Paraíso do Inverno. O objetivo de Kalarel seria de pegar esta arma e, logo em seguida, contatar o Império de Netheril.

__ Mas é claro!__ exclama Auden__ Paraíso do Inverno é um local estratégico para uma futura invasão de Netheril em Comryr, pois se eles criarem uma base em Paraíso do Inverno, o Império poderá invadir Suzail por duas frentes, pelo norte e cercando pelo oeste, vindo diretamente do Deserto de Anauroc e pelo leste, saindo de uma base em Paraíso do Inverno ou de Arabel, se eles conquistassem a cidade. Se além disso eles tiverem uma forma de atacar pelo mar, Suzail estaria cercada! Mas que arma é essa, Mestre Belwar?

___ Eu acho que eu sei__ exclama Kalian __Eu estou atrás de uma espada muito poderosa chamada Aecris, uma espada que poderia desbalancear a balance de poder entre Cormyr e Netheril, se empunhada pela pessoa certa. Parece que essa espada anula a magia das sombras do Império Netheriano, e se fosse encontrada e replicada, poderia dar uma vantagem considerável contra as tropas Shadovar netherianas.
__ Mas porque o Império não invade Paraíso do Inverno logo de uma vez?__ pergunta Stadt Jever;

Auden pegou um galho, e após traçar um rudimentar mapa de Faerum no chão poeirento da câmara subterrânea, explicou:

__ O Império de Netheril só poderia invadir com uma causa justa, devido aos termos do pacto assinado há quarenta anos. Se os netherianos invadirem a cidade de Paraíso do Inverno, eles estarão quebrando os termos do pacto. As tropas cormyrianas de Arabel poderiam retaliar, iniciando uma antes que o Império de Netheril pudesse ter uma posição vantajosa. Isso seria um desastre para os Shadovar, pois os cormyrianos são superiores no combate em território de florestas. Mas se houvesse algum tipo de ameaça que justificasse a intervenção do Império para a segurança da região, eles poderiam intervir em Paraíso do Inverno, e as tropas de Arabel não poderiam interferir, visto que Paraíso do Inverno fica na Terra dos Vales, um território não unificado. Eu poderia até arriscar que já devem existir tropas Shadovar em Tilverton, estacionadas e prontas para se dirigirem para Paraíso do Inverno.


Ajudano o Auden com o Mapa! :)

__ Então temos que saber que tipo de ameaça é esta que eles pretendem lançar na região. Lembro-me que o velho Valtrum mencionou algo sobre os ossos do dragão morto pelo Sir Keegan que foram encontrados perto das ruínas da Fortaleza. Ele mencionou que enviara um dos seus antigos alunos, um tal de Douven, para investigar esses ossos. Lembra, esse Douven era o mestre daquele thiefling que nos ajudou na taverna em Arabel.__ disse Stadt Jever.

Jelly perguntou para o eladrin:

__ Falando nisso, o que aconteceu com ele e com aquela elfa que o acompanhava?

__ Eu não os vejo desde que tivemos aqueles problemas com a milícia da cidade. Acho que ele deve ter partido atrás de seu mestre junto com a elfa. __ retrucou o mago.__ Deveríamos consultar novamente Valtrum, agora que sabemos o que Kalarel estava fazendo nas ruínas.

__ Mas se a gente for à cidade, o Kalarel vai ter mais tempo completar o que quer que seja que ele esteja fazendo!__ comentou Marisol__ Com isso ele vai acabar com a minha querida cidade! Não é justo!__ concluiu a loira, cruzando os braços e franzinho o nariz.

__ Sem as informações de Valtrum vai ser muito mais perigoso. Mas você tem razão Marisol, o tempo é um problema.

__ Bem, eu acho que posso ajudar vocês…__ diz Belwar. O Mestre Mercador da cidade subterrânea da Pedra Brilhante anda até em direção a uma das carroças de metal e exclama:

__ Eu posso levar vocês rapidamente até Paraíso do Inverno por debaixo da terra, usando essa minha belezura aqui. Mas seres da superfície tem certa dificuldade com viagens subterrâneas. Se vocês quiserem, chegaremos à cidade em menos de seis horas, o que antes seria feito em um dia inteiro de cavalgada.

O grupo aceita e entra no vagão de metal puxado por um enorme bullete. Belwar se senta na frente com mais um gnomo das profundezas, após prender os heróis nos bancos de metal usando tiras de couro.

__ Vai sacudir um pouquinho, mas nada que vocês não agüente hehehehe!__ diz Belwar, se dirigindo ao grupo por meio de uma pequena janelinha quadrada na placa de metal que separa os condutores dos passageiros da carruagem-vagão de metal.

Após checar que todas as janelas estavam fechadas e trancadas, Belwar sentou-se no banco de metal dos condutores. Depois de colocar os cintos de couro e ficar completamente preso no banco de metal, Belwar pegou as cordas e o chicote de correntes de ferro embaixo do seu banco e com um grito de “iááááá!”, bateu no bullete motivando ao monstro que começasse a cavar pelas paredes da câmara subterrânea onde estava.

O monstro iniciou seu movimento subterrâneo cavando um túnel e andando com uma velocidade impressionante. Imediatamente, o vagão onde estavam os heróis começou a girar rapidamente. Marisol gritava a cada giro, aumentando o volume à medida que os giros e a velocidade da carruagem de metal ia aumentando.

De todos do grupo Jelly sentiu mais náusea, chegando a vomitar duas vezes. Na primeira vez, o vômito caiu em cima de Kalian, que, mesmo debilitado por ter voltado à vida, se contorceu todo e conseguiu escapar de grande parte do café da manhã da guerreira cormiriana. Porém, na segunda vez que Jelly vomitou, para a infelicidade de Marisol, parte do vômito caiu nos cabelos da loira que quase chegou a desmaiar de nojo!

Momentos depois, sob o incessante reclamar de Marisol e os xingamentos de Jelly, o grupo escuta um novo grito de Belwar para com o Bulette, seguido do estalar de seu chicote-corrente de cravos no lombo do monstro. Em seguida, o bullete ascende em sua trajetória subterrânea e deixa o grupo em uma clareira a umas poucas dezenas de metros dos muros da cidade de Paraíso do Inverno.

Marisol grita sem parar até conseguir sair da carruagem de metal! Dando vários pulinhos no mesmo lugar e sacudindo as mãos nervosamente, a clériga de Sune invoca a magia de limpeza que todos os clérigos de Sune possuem. Mesmo com a magia limpando-a completamente, Marisol continua a invocar a magia por mais seis vezes exclamando sem parar:

__ ECO! EEEEECO! EEEEEEEECO! Ki nojo! Ki nooojo! Eu NÃO vou entrar mais nesse negócio! Não com ELA do meu lado!__ gritou histericamente Marisol, apontando para a Jelly.


Marisol endoidando! HAHAHA!

__ Deixa de frescura, menina!__ exclamou Jelly, limpando com a mão parte do vômito que ficou ressecado em torno de sua boca.

Belwar, rindo com a discussão das duas mulheres humanas e agradecendo ao deus Callarduran Mãos-Macias ter feito as gnomas das profundezas mais dóceis do que as fêmeas da superfície, comentou:

__ Vamos, parem com isso. Vou esperar vocês dentro do túnel, pois o sol faz mal para nós, gnomos das profundezas. Se no início da noite vocês não retornarem, irei voltar para o acampamento. Seres das superfícies sempre são hostis à nossa raça, não importa se nós somos totalmente diferentes de lixos como os anões Duergar ou os malditos Drow elfos.

O grupo segue para Paraíso do Inverno, que está totalmente fechada, esperando o ataque do Império Netheriano. Auden conversa com os soldados e eles entram de novo na cidade, para consultar Valtrum. Marisol decide ir ao Templo de Sune para se limpar mais uma vez, e convida Kalian, dizendo que a Irmã Linora poderia restaurar suas forças completamente, além de verificar se ele não fora contaminado por alguma doença astral. Kalian, que preza sua vida mais do que qualquer coisa em Faerum, aceitou prontamente o convite.

Antes que o grupo se dispersasse, com Marisol, Kalian e Lady Aritanna indo para o Templo de Sune e Stadt Jever , Auden e Jelly indo até a torre de magia de Valtrun, Lorde Dubric, aparece com vários soldados e confronta os personagens:

__ O que vocês estão fazendo aqui? Conseguiram descobrir alguma coisa? Estamos correndo o risco de invasão? Vocês encontraram aqueles traidores do Rond e do Edorran, mais parte da milícia da cidade?

Stadt Jever acalma o lorde e explica tudo que aconteceu até agora, evitando apenas de citar a colaboração dos gnomos das profundezas.

Lorde Dubric diz que enviou um mensageiro para Arabel, mas Comyr diz que só irá interferir se houver prova de invasão de Netheril. Satisfeito com a explicação de Stadt Jever, Lorde Dubric volta-se para seus soldados e ordena que uma tropa vá até Arabel para comprar mais mantimentos para a cidade. A falta de mercadores fez com que os mantimentos da cidade tivessem que ser racionados, porém, com as notícias dadas por Stadt Jever, o lorde poderia dispor de alguns soldados para trazerem a ajuda oferecida por Arabel.

Lorde Dubric - Lorde de Paraiso do Inverno

Lorde Dubric – Lorde de Paraíso do Inverno

O grupo se separa. No templo de Sune, Marisol e Aritana ajudam a Linora a recuperar Kalian. O ladino adora ser lavado em ervas medicinais pelas belíssimas noviças do templo, mas sofre com as chamas da purificação invocada por Irmã Linora.

Irmã Linora - Clériga de Sune Nivel 5

Irmã Linora – Clériga de Sune Nível 5

Após o ritual Kalian se sente como um novo homem. Porém, Irmã Linora o adverte que o ritual da ressurreição não funcionaria mais nele, pois sua alma já havia tocado o Plano Astral e não conseguiria ser atraída novamente para o Plano Material. Kalian, confuso, pede para que a Irmã Linora explicar novamente. Lady Aritanna, que já não tem muita paciência com o ladino, fala secamente:

__ O que ela quis dizer, criatura, é que se você morrer novamente, NÃO TEM VOLTA!

Na Torre Arcana da cidade, Stadt Jever, junto com Auden e Jelly escutam novamente a voz mágica que surge na porta do velho mago Valtrum:

“Vendedores não são bem-vindos. Apenas os Irmãos Arcanos são Bem Vindos, se Provarem seu Valor.”

Stadt Jever conjura uma pequena magia de luz e entra junto com seus companheiros. Imediatamente, uma sombra demoníaca surge e ataca os três, indo em cima de Auden. O senhor da guerra saca sua espada e ataca a criatura, ao mesmo tempo em que Stadt Jever conjura uma onda de energia destruidora. O mostro explode em um grito ensurdercedor. Do alto da escada eles escutam a voz rouca de Valtrum, clamando por ajuda.

Os três sobem a escada em espiral até a câmara de estudo de Valtrum, onde em meio a centenas de livros espalhados, papeis rasgados e todo um laboratório alquímico quebrado, o velho mago jaz completamente machucado pelo chão.

O velho mago comenta:

__ Obrigado por me ajudar, eu pensava que iria morrer nas mãos desse espectro. Esses espectros tem aparecido todas as noites desde que vocês saíram da cidade, e a cada noite eles parecem ficar cada vez mais fortes! Acredito que alguém esteja querendo matar ou me manter ocupado…

__ Mas como é que esses espectros apareceram por aqui? Parece que essa torre é bem protegida.__ perguntou Jelly.

__ Eu tenho uma teoria, mas ela seria complicada demais para vocês dois.__ exclamou Valtrum, se dirigindo a Auden e Jelly.

__ Pode falar que eu não sou burra!__ respondeu irritada a guerreira cormiriana.

__ Tudo bem… Eu acho que seja quem for o invocador desses espectros, ele deve estar usando os fluxos astrais dados pelos diversos entrelaçamentos da não-energia do Pendor das Sombras de modo que o cancelamento das miríades de elementos primordiais da dos resquícios da magia do Tear, que ainda restaram pelas vastidões interdimensionais dos diversos planos de existência por onde as proteções mágicas são entrelaçadas por energias não-localizadas no espaço que possam preencher e se sobrepor aos tipos de fórmulas mágicas que empreguei nas proteções da torre.

E vocês? Conseguiram descobrir algo nas ruínas. Vocês acharam os ossos do Dragão Shandraxil, o dragão das sombras que Sir Kelben derrotara? Vocês meu amigo Douven Staul, que veio até a Paraíso do Inverno investigar as ossadas para mim? E onde está aquele bruxo thiefling, o aprendiz de Douven?

Valthrum - Mago Nivel ????

Valthrum – Mago Nível ????

Stadt Jever explica sobre o desaparecimento do thiefling, sobre a fortaleza e menciona o nome de Kalarel. Ao falar esse nome, Valtrum fica visivelmente abalado:

__ Kalarel foi o meu primeiro aprendiz, um aluno brilhante, porém ganancioso. O poder mágico o fascinava, mas pelas razões erradas. Ele sonhava em um reino controlado por uma elite de magos, com ele no comando. Quando recusei dar-lhe o título de Guardião de Paraíso do Inverno, ele se revoltou e conjurou um demônia Marilith secretamente antes de me abandonar na torre levando muitos dos meus grimórios. A luta contra essa Marilith, chamada Kater’zza foi muito difícil, e tive que sacrificar a minha liberdade para prendê-la na torre e lutar contra ela sem destruir Paraíso do Inverno e seus habitantes. Agora não posso jamais sair da torre, ou Kater’zza retornará do plano interdimensional para onde a levei. Se Kalarel está nas ruínas, ele está planejando destruir Paraíso do Inverno e se vingar de mim. Não acredito muito em sua aliança com os netherianos, a traição está no seu sangue, ele deseja o poder absoluto.

__ Mas o que ele busca na fortaleza?__ perguntou Stadt Jever.

__ A Fortaleza Keegan tem um segredo terrível. Depois que o Paladino cormiriano Keegan de Lathander matou o dragão das sombras Shandraxil, ele exigiu ficar na Fortaleza junto com sua guarnição. Isso foi considerado estranho, todos se perguntava do porque ele queria ficar na fortaleza depois de ter matado o Dragão das Sombras. Na época, pelos pergaminhos que encontrei, alguns escribas acharam que essa decisão de Sir Keegan era por que muitos dos seus companheiros morreram guerreando o dragão. Porém, algum tempo depois Keegan enlouqueceu e matou os restantes dos soldados que ficaram na fortaleza. Agora, se meu antigo aluno Kalarel está na fortaleza, escavando as câmaras mais profundas, deve ser pelo fato de que Shandraxil não morrera, fora apenas aprisionado.

Auden interrompeu o mago e disse:

__Kalarel deve querer libertar Shandraxil, e usar o dragão para atacar Paraíso do Inverno. Se ele fizer isso, a cidade terá que se render ou pedir ajuda para Comyr ou Netheril. Netheril irá aparecer primeiro, espantar o dragão ou fingir que vai matar o dragão para fazer uma base legítima em Paraíso do Inverno. A estratégia seria de forçar a rendição por parte de Lorde Dubric se render e anexar Paraíso do Inverno ao domínio do Império de Netheril.

__ Sua teria faz sentido, meu jovem. __ comentou Vatrum, cocando sua pequena barbicha branca. __Shandraxil era muito poderoso, capaz de destruir uma cidade do tamanho de Arabel ou até mesmo Suzail.

Stadt Jever, recordando do que Kalian havia dito, pergunta para o velho mago:

__ O senhor já ouvira falar de uma espada mágica chamada Acris?

__Acris foi a espada que matou Shandraxil, era a espada de Sir Keegan, que segunda a lenda, ele recebera de um anjo solar enviado pelo próprio Lathander, após provar o seu valor em seu primeiro combate contra Shandraxil, que quase dizimou toda a sua tropa, a Décima Oitava tropa dos Cavaleiros Púrpuras de Cormyr. Se Acris ainda estiver presente nas ruínas, a espada deve ainda ser muito poderosa.

__ Essa espada é muito poderosa? E ela poderia ser replicada? __ pergunta Auden.

__ Sim, ela é muito poderosa. Sendo um artefato divino, ela é capaz de cortar a energia das Sombras, de uma maneira muito mais eficiente do que a nossa magia do Tear. Pode-se ser replicada eu não sei, mas o antigo Império Netheriano, aquele que pereceu pelo abuso da magia a milhares de anos atrás, sabiam como replicar artefatos divinos como a espada Acris. Se o novo Império Netheriano está atrás da espada, eles devem ter algum interesse nela, seja para controlá-la, destruí-la ou corrompê-la. A espada Acris representa um grande perigo a Império de Netheril, com sua capacidade de quebrar o efeito das magias das sombras.

Os três agradecem Valtum, que se despede dos heróis, desejando-lhes boa sorte. Eles reencontram com seus companheiros no Templo de Sune, onde Irmã linora casta uma magia para ninguém enjoar mais com a viagem subterrânea. Mas Jelly não aceita, ofendida em sua honra de guerreira casca-grossa de Cormyr.

Ao chegar na carruagem de metal, Belwar pede para todos se ajeitarem no vagão dos passageiros. Jelly interrompe o gnomo e diz:

__ Não senhor! Eu não vou atrás, vou na frente com você!

__ Mas você vai enjoar de novo… __ comentou Belwar sorrindo.

__ NÃO VOU NÃO! E quer saber, quero que você me ensine a conduzir e a controlar esse monstro aí! Eu vou te ajudar a conduzir a carruagem de metal de volta até o acampamento.

Bulette - Usado como besta de carga dos Gnomos das Profundezas de Faerum

Bulette – Usado como besta de carga dos Gnomos das Profundezas de Faerum

Apesar dos olhares horrorizados dos demais companheiros, Belwar achou divertida a proposta de Jelly. “Essas fêmeas da superfície são ariscas mais fascinantes!”, pensou o mercador do Subterrâneo.

__ Tudo bem! Mas preste atenção nas minhas orientações e faça o que eu disser para você fazer, ok?

Jelly sorri e senta-se na parte da frente da carroça de ferro. Todos os demais reclamam sem parar, com Kalian tendo a certeza que iria morrer e não iria voltar mais. Porém, para a surpresa de todos, Jelly consegue conduzir a carroça de ferro de maneira competente até o acampamento.


Jelly controlando um Bulette!

A guerreira fez um trabalho tão bom com a carruagem de ferro que Belwar a convida a ir à sua cidade de Pedra Brilhante na hora que quiser mudar de carreira. Além disso, o mercador oferece a Jelly uma Pedra dos Mercadores, dizendo que se ela estiver desesperada nos Subterrâneos, ela pode, batendo a pedra nas paredes das câmaras subterrâneas, chamar os gnomos das profundezas que estejam em um raio de 100 metros para ajudá-la.

Depois de se prepararem para voltar às ruínas da Fortaleza Keegan, Belwar os avisa que ficará no acampamento por mais dois dias, antes de voltar para Pedra Brilhante. Ele deseja sorte e sucesso para os heróis e pede para que eles vinguem seus companheiros que foram mortos por Kalarel.

Usando um bullete para cavar um túnel até as ruínas, Belwar deixa os heróis no meio de uma escadaria, em uma das camadas inferiores da Fortaleza Keegan.

Eles chegam até uma porta de ferro, fechada. Stadt Jever alerta que existem goblins do outro lado da porta. Parece que os goblins da fortaleza não perceberam a chegada do grupo.

Com muito cuidado, Kalian abre a porta, após verificar que a mesma não tinha armadilhas.

Ao ver um hobgoblin no meio da sala, Kalian ataca imediatamente lançando uma adaga e em seguida sai correndo para trás de uma das quatro colunas que se erguem no meio da sala, a fim de ganhar cobertura para o contra-ataque do monstro. Rapidamente, Kalian se esconde pelas sombras da sala, aguardando o melhor momento para atacar novamente.

Porém, o hobgoblin guerreiro também reage ao ataque de Kalian e se esconde na coluna oposta a de Kalian. Um segundo hoboglin, tendo ouvido barulhos vindo da sala, chega correndo bradando seu grito de guerra. Ele para perto das primeiras duas colunas e fica urrando insultos contra os heróis. Auden posiciona seus companheiros e parte para cima do segundo hobgoblin. Porém, o senhor da guerra acaba caindo em uma armadilha no centro das colunas, um piso em falso com um fosso. Auden acaba em cima de centenas de ratos enormes, que imediatamente começam a morder o senhor da guerra.

__ AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH! RATOOOOOS! KI NOJO! EKA! EKA! ÉÉÉÉÉÉ´KAAAAA! __ grita Marisol, ao ver Auden coberto pelos ratos enormes e sujos.

__ Concentre-se na batalha, menina!__ gritou o mago Stadt Jever para a clériga de Sune.__ Acerte o hobgoblin lá de trás com tudo que você tem!

Continuando uma série de “ai que nojo! ai que nojo”, Marisol invoca o poder de Sune e um raio vermelho rosáceo, com pétalas de rosas girando em torno atinge o hobgoblin em cheio. O mago eladrin não perde tempo e lança uma onda de raios elétricos para cima do mesmo hobgoblin, que acaba sendo empurrado para trás com a força dos dois raios. Porém, o hobgoblin continua de pé, e, por meio de grunhidos, chama mais guerreiros para ajudá-lo.

___ Você NÃO VAI CHAMAR MAIS NINGUÉM, seu FILHOTE DE UM JAVALI SARNENTO!__ urrou Jelly Burork, enquanto lançava um machado de arremesso na cabeça do infeliz goblinóide.

O machado voa com uma velocidade impressionante e se crava na testa do monstro, que cai morto no chão sem soltar nenhum som.

Mais guerreiros goblinóides chegam na sala.

__ Em nome de Selune, caiam pela lâmina da minha espada!__ bradou Lady Aritanna, enquanto pulava o buraco de ratos de onde Auden tentava sair.

A paladina de Sune, invocando o poder de sua deusa, inicia uma série de movimentos precisos e certeiros, destruindo dois goblins que tinham acabado de chegar na sala. Porém, o primeiro guerreiro hobgoblin, que havia se escondido em uma das colunas, surge de repente e empurra Lady Aritanna para dentro do buraco cheio de ratos!

A paladina cai no buraco e é imediatamente coberta pelos ratos! Os ratos mordem a guerreira, a envenenando. Auden acode sua parceira, ajudando-a recobrar os sentidos.

__ Lady Aritanna! Acorde!__ grita Auden, dando uma chacoalhada na paladina. Lady Aritanna abre os olhos e começa a se recompor, tentando evitar os ratos que os cercam.

__ Temos que sair daqui, segure naquelas pedras que eu te ajudo!__ exclamou Auden, ansioso para sair do buraco de ratos. Trabalhando em conjunto, os dois saem do fosso.

Marisol abençoa Kalian com o poder de Sune, e o ladino, dando uma série de cambalhotas, chega no meio de um grupo de hobgoblins e lança dezenas de adagas para todos os lados, atingindo os monstros nos olhos, matando um dos guerreiros e deixando um outro cego!

Enquanto isso, Jelly encurrala um goblin lanceiro em um corredor à direita da sala das colunas. O goblin tenta atacar a guerreira cormiriana com sua lança, mas Jelly desvia facilmente do ataque.

__ Você deve está brincando se acha que pode me matar, seu verme!

Jelly faz uma finta e decepa os braços do goblin, para depois enfiar sua espada em seu coração. O goblin cai morto no chão. No final do corredor, Jelly vê algumas caixas e um baú, provavelmente com mais frutos dos saques dos goblinóides aos comerciantes da região. Temendo as armadilhas, Jelly decepa a cabeça do goblin. Em seguida, caminhando devagar em direção ao baú e as caixas, Jelly vai chutando periodicamente a cabeça do goblin pelo chão, verificando se não existe nenhuma armadilha ou dispositivo secreto.

Porém a batalha ainda não havia terminado. Stadt Jever alerta para os demais que uma tropa estava vindo na direção deles, chegando pelo corredor ao sul da sala, do lado oposto de onde eles haviam entrado.

O grupo todo se esconde e prepara para emboscar a tropa assim que ela entrasse na sala.

A tropa, composta de oito guerreiros goblinóides, entra atacando, sem perceber o que os aguarda. O grupo inteiro age como uma máquina bem ajustada, atacando os goblinóides sem que eles pudessem reagir. Um massacre total, com os guerreiros da tropa perecendo sem ao menos entender o porquê eles estavam sendo mortos!

Essa vitória reafirmou a confiança e elevou a moral dos heróis! Sim, Kalarel podia ser poderoso, mas agora eles tinham a esperança que poderiam derrotá-lo e frustrar os planos do Império de Netheril!

GRUPO DE AVENTUREIROS

Stadt Jever “Cajado Vermelho” (Leo – Mago Eladrin 2º Nível)

Stadjever "Cajado Vermelho" - Mago Eladrin de Evereska

Stadt Jever (e quem for de BH saberá o segredo desse nome) é um Eladrin de Evereska, com fortes motivos pessoais para tentar conter a expansão do Império de Netheril pela região entre Sembia, Cormyr e as Daelands. Ele considera os netherianos como uma grande ameaça para a liberdade de toda Faerum.

Diário de Campanha do Stadt Jever

Marisol de Sune (Érika – Clériga de Sune 2º Nível)

Lindinha? É Carisma 20 véio!!!!

Romântica por natureza, eternamente alegre e com toda frescura e caprichos vindos de sua infância nas mansões de uma das mais poderosas famílias de Sembia, Marisol Uskreven é uma exilada de sua cidade.

Diário de Campanha de Marisol de Sune

Kalian Wyght “Rasga-Bucho” (Anso – Ladino 2º Nível)

Kalyan - O Ladino de Sembia

Oriundo dos locais mais sombrios e sem-lei de Sembia, Kalian não é um simples ladrão. Ele busca a redenção de uma grande tragédia que ocorreu em sua vida.

Diário de Kalyan “Rasga-bucho”

Lady Arytanna de Selune (Paula – Paladina de Selune 2º Nível)

Lady Arytanna - Paladina de Selune

Vindo de Arabel, Lady Arytanna recebera uma visão de uma grande sombra avançando para seu amado reino de Cormyr. Seguindo a visão, ela descobre que deve se encontrar com uma mensageira de Sune.

Jelly Burork – Keziah (Guerreira 2º Nível)

A Guerreira Cormiriana Jelly Burok

Jelly é a grande parceira de aventuras de Auden. Uma guerreira amante do combate, lutou junto sob o comando de Auden no exército de Cormyr. Nutre um grande ódio dos Netherianos devido a um acontecimento trágico em um combate contra o Império de Netheril. Ela acompanhou Auden quando este saiu do exército Cormyriano.

Diário da Jelly Burork

Auden Thundersword – Mario (Senhor da Guerra, 2º Nível)

Auden Thundersword - Senhor da Guerra 2º Nivel

Auden era um capitão dentro do exército de Cormyr, muito preocupado com o avanço do Império de Netheril. Por achar que o Cormyr não reconhece o verdadeiro perigo do Império, ele sai do exército em busca de provas dos planos de dominação de Netheril, além da fortuna como mercenário. Auden é muito inteligente e astuto, porém vingativo e muitas vezes frio e calculista. É cético e leal apenas a sua própria causa.

Diários de Campanha Anteriores

8 comentários

  1. […] 6º Episódio: “A Viagem Subterrânea e o Esquadrão Suicida” – Campanha: “O Império das Somb… Onde o Jelly aprende a usar as carroças de ferro subterrâneas dos Gnomos das Profundezas e a domar um Bullete. Nesse episódio o grupo inicia sua invasão à fortaleza de Kalarel! […]

  2. Ops,esqueçi de fazer uma pergunta no meu outro comentário:
    Essas “peças” que vc usa pra faze os mapas da masmorra,é de algum complemento oficial,ou vc imprimiu ou algo assim??
    Fico curioso,pois ando precisando de uma coisa assim.
    Agradeceria se respondese em breve.

  3. Muito massa essa sua campanha,também queria jogar nela!
    Você é quase como,quando tá no Pc ta com o Word aberto escrevendo alguma(com a diferença que eu não trabalho)!
    Eu acho que ser mestre é a melhor coisa do mundo!
    Fazer mapas
    Escrever aventuras
    Bolar encontros
    E,não menos importante,pensar em mil jeitos de ferrar os jogadores,e ainda ficar feliz quando eles conseguem se safar!

  4. Valeu pelo comentário Henrique! Bem, o lance é ter disciplina e aproveitar os momentos de tempo livre. Como eu trabalho por conta própria e sempre na frente do computador, estou sempre com o word ligado e escrevendo alguma coisa. Tenho vários escritos pela metade, que só esperam mais um tempo livre ou uma inspiração para serem terminados.

    Não é fácil (trabalho de 07:30 até 21:30, com um break de duas horas a tarde!!!), mas comentários como o seu me faz animar mais ainda.

    Quem sabe mais para frente você não joga comigo uma campanha online. Estou com uma (que no momento está com as vagas fechadas), que você pode dar uma olhada nesse link:http://nitrorpg.multiply.com/

    Um abraço!

  5. Opa, desculpa o double post, pode apagar o anterior. (Eu estava esperimentando o wordpress e me esqueci de dar o logout. Por hora tô usando só o blogger.)

    Cara, já virei “telespectador” da sua campanha. Parece muito divertida e só posso dizer que é uma pena não poder ser jogador nela. (No fundo, é uma pena não poder ser jogador…)

    p.s.: cara, como vc arranja tempo pra fazer isso tudo? Sem estar de férias! SEM ESTAR DE FÉRIAS!?

  6. Cara, já virei “telespectador” da sua campanha. Parece muito divertida e só posso dizer que é uma pena não poder ser jogador nela. (No fundo, é uma pena não poder ser jogador…)

    p.s.: cara, como vc arranja tempo pra fazer isso tudo? Sem estar de férias! SEM ESTAR DE FÉRIAS!?

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