Dicas de RPG do Tio Nitro: Como introduzir novos cenários e jogos de RPG para seus jogadores!

Como estou iniciando uma campanha de Space Chtulhu, pensei em compartilhar algumas dicas de como introduzir novos jogos e cenários de rpg para seus jogadores. Meus jogadores, por exemplo, nunca jogaram um RPG de aventuras no espaço sideral, e como é algo novo para eles, eu tive que fazer uma progaganda para “vender” a idéia de jogar nesse cenário.

EMPOLGAÇÃO

Não adianta apresentar um cenário novo se você como mestre não está empolgado com ele. A melhor forma de convencer seus jogadores a experimentarem um novo cenário de RPG é primeiro se empolgando com ele. Compartilhando a empolgação ajuda aos jogadores investirem interesse na nova proposta. No meu caso, quando leio ou crio um cenário que me empolga, eu começo a imaginar os tipos de narrativas e cenas que o cenário pode fornecer, principalmente em relação aos meus jogadores. Existem cenários e jogos que não combinam com meus jogadores, enquanto outros (como Cthulhu por exemplo) caem como uma luva para o estilo do meu grupo.

FAZER O DEVER DE CASA

Sim, mestrar é ralação. Uma das maiores causas de fracasso na introdução de cenários e RPGs novos é não entender direito a proposta do cenário que se está querendo introduzir. Ler TODO o livro do cenário, se preparar bem é umas das chaves para aumentar as chances de sucesso com o grupo. Se mesmo depois de ler você não estiver entendendo o cenário, imagine seus jogadores, que se basearão apenas nas suas descrições? Gosto de  fazer anotações quanto estou lendo um cenário de RPG ou escrever uma espécie de resumão com os pontos mais importantes do cenário para lembrar quando estiver mestrando. Cenários de RPG são sempre cheios de nomes diferentes, assim procuro fazer uma lista dos elementos mais importantes do cenário, personagens proeminentes, organizações mais poderosas, lugares famosos etc. Saber como funcionam as regras específicas do novo cenário é vital, para evitar problemas e confusões durante o jogo.

VENDENDO O PEIXE

Uma maneira de convencer seus jogadores é comentar sobre o cenário e suas possibilidades. Por exemplo, no caso do Space Cthulhu, eu fui questionando aos meus jogadores se eles não teriam vontade de jogar um RPG estilo “Aliens”, com fuzileiros espaciais mandando bala em monstros. Usar filmes, livros e quadrinhos como referência ajuda a empolgar os jogadores para o novo cenário. Imaginar possibilidades de personagens, de narrativas, etc. também ajuda. Imaginar personagens e narrativas no novo cenário junto com os jogadores também ajuda a “vender o peixe”, pois deixa a criação da campanha mais interativa e contando com a contribuição de todos.

FEEDBACK

Antes de começar uma aventura ou campanha em um cenário novo, veja se seus jogadores compreendem como funciona o novo cenário. Na sessão de criação coletiva de personagens, costumo descrever o cenário dando suas particularidades e já incorporando nos personagens os elementos mais vitais da ambientação. Essa é também uma boa hora para ver o que os jogadores estão achando, quais possibilidades narrativas eles vêem para o novo cenário e tirar as dúvidas que eles tenham. Nem tudo precisa ser explicado nessa primeira sessão, uma das coisas mais legais de cenários novos é justamente a descoberta do cenário, a exploração. Eu costumo explicar para os jogadores apenas o que é necessário para os seus personagens atuarem no cenário. As demais explicações e descrições eu gosto de fazer “in game”, ou seja, durante as aventuras!

E vocês, como fazem para introduzir cenários ou jogos de rpgs novos para seus jogadores?

About these ads

16 Respostas para “Dicas de RPG do Tio Nitro: Como introduzir novos cenários e jogos de RPG para seus jogadores!

  1. Muito boa as dicas, tio nitro. Bom, houve uma época em que para ambientar o cenário eu criava páginas na internet com muita fotos, imagens e musicas para inspirar os jogadores, mas hoje em dia ando sem tempo hehe. Olha alguns exemplos: http://www.danielracca.com.br/projetos/hanora/universo.shtml http://www.danielracca.com.br/projetos/lendas/personagens.shtml – Mas agora, costumo dar exemplos de filmes para eles, por exemplo, vou mestrar um rpg medieval daí eu falo em que filme se encaixa mais, ou até mesmo faço umas indicações de coisas para eles assistirem, tipo, Senhor dos Anéis, Beowulf etc. Agora por exemplo, fiz uma aventura One Shot de Street Fighter, para se inspirar um pouco a gente marcou uma jogatina com todo mundo uns dias antes para jogar o próprio jogo, relembrar os especiais, se divertir, e depois fizemos o rpg. Foi bem legal!

    Aliás, fica uma idéia de você fazer um post sobre Rpg One Shot, quais dicas você tem para esse método de rpg que é utilizado por aqueles que gostam de rpg mas tem pouco tempo para jogar. Eu desisti de fazer grandes campanhas com meu grupo por que a gente nunca terminava, nossa periodicidade de jogos é muito confusa, jogamos praticamente de 2 em 2 meses num domingo, infelizmente é o único modo que encontramos para jogar, por isso, as histórias acabam se perdendo. Daí resolvi fazer esse método de iniciar e terminar a aventura no mesmo dia. Os personagens crio particularmente com cada intrigante do grupo pela internet mesmo, para no dia só sentar e jogar!

    Enfim, continue com o ótimo trabalho no blog! Abrçs! =)

  2. O maior problema que tenho na minha mesa, mesmo para uma campanha que já estou narrando, é a falta de feedback dos jogadores.

    Infelizmente meu grupo é aquele que senta, joga, depois vai embora. Empolgação até tem, as vezes muita, mas os caras não sabem dar feedback, mesmo quando eu peço muito!

  3. O feedback geralmente costumo convidar a galera pra sorveteria (no Ceará é quente) e ai pergunta na real o que estão gostando no jogo.

    E quanto passa a empolgação primeiro e fico comentando aos poucos e passando algumas HQ e filmes que estejam no rumo do que estou querendo narrar.

    Vender o peixe fica fácil depois de os jogadores estarem imersos nas referencias passadas.

  4. Obrigado pelos comentários!

    Realmente o feedback é algo delicado, pois muitas vezes os jogadores não querem desagradar o mestre, ou eles são muito tímidos, etc. Mas é sempre bom tentar perguntar, ver se tem algum problema ou se estão gostando do rumo da aventura.

  5. Na mesa em que mestro todos os jogadores já tem muita experiência de jogo, pois a mais de sete anos estamos sempre criando novas histórias. Dificilmente uso algum cenário pronto, preferindo aquele que eu mesmo criei, pois tenho mais familiaridade e vejo mais facilidade ao lidar com as escolhas dos jogadores que vão influenciar o cenário.
    A maior dificuldade, no entando, sem dúvida é a falta de feedback. Sem uma opinião sincera do grupo, o mestre fica as cegas, sem saber se o rumo que a aventura/campanha estão tomando esta agradando.

    Abraços Tio Nitro, sou fã do seu trabalho já algum tempo. Sucesso!

  6. Pois é, a falta de feedback é o que mais me incomoda na mesa de jogo. Recentemente comecei uma campanha de GURPS ambientada no cenário de Game of Thrones, bem ao estilo do jogo Third Age – onde o personagem age à margem dos fatos ocorridos na grande saga do mestre Tolkien – Eu coloquei meu grupo de jogadores em eventos paralelos aos mostrados no primeiro romance da séria de R.R Martin. Deu um certo trabalho fazer isso, uma vez que tive de tomar muito cuidado pra que o clima de tensão, conspiração e reviravoltas estivesse presente no meu jogo. Porém ao final da ralação toda que foi estruturar essa campanha não houve feedback dos meus jogadores, mesmo estando indo para a 3ª sessão de jogo.

    Mas também reconheço que como mestre eu devo melhorar minha comunicação com o grupo. Sem falar que a sua dica, Sr. Nitro, sobre criação compartilhada de personagens me agradou bastante e vou desde já aplica-lá em minha mesa de jogo.

    Um abraço.

    A propósito, o plot para minha campanha de GMoT é a seguinte: O grupo é composto de homens juramentados a uma casa nobre menor da Terra dos Rios. Quando o Senhor dessa casa nobre morre, seu herdeiro direto tem de ser levado à Porto Real, de modo à ser reconhecido pelo Rei Robert Baratheon. No caminho, o herdeiro é sequestrado e os PJ se vem às voltas com uma seita devotada aos deuses antigos e obcecados pelo sangue de crianças de alto-nascimento!

    É assim que começa o arco: Os deuses na encruzilhada!

  7. Olá!
    Conseguir o feedback é muito complicado. Ainda bem que eu tenho alguns bons jogadores que sempre estão dispostos a conversar comigo sobre o jogo, principalmente quando eu muito insisto. Mas realmente conseguir uma mesa inteira de pessoas dispostas a trabalhar no jogo e não apena “jogá-lo” é bem mais complicado.

    Até and Bye…

  8. Muito boa as dicas, tio nitro. Bom, houve uma época em que para ambientar o cenário eu criava páginas na internet com muita fotos, imagens e musicas para inspirar os jogadores, mas hoje em dia ando sem tempo hehe. Olha alguns exemplos: http://www.danielracca.com.br/projetos/hanora/universo.shtml http://www.danielracca.com.br/projetos/lendas/personagens.shtml – Mas agora, costumo dar exemplos de filmes para eles, por exemplo, vou mestrar um rpg medieval daí eu falo em que filme se encaixa mais, ou até mesmo faço umas indicações de coisas para eles assistirem, tipo, Senhor dos Anéis, Beowulf etc. Agora por exemplo, fiz uma aventura One Shot de Street Fighter, para se inspirar um pouco a gente marcou uma jogatina com todo mundo uns dias antes para jogar o próprio jogo, relembrar os especiais, se divertir, e depois fizemos o rpg. Foi bem legal!

    Aliás, fica uma idéia de você fazer um post sobre Rpg One Shot, quais dicas você tem para esse método de rpg que é utilizado por aqueles que gostam de rpg mas tem pouco tempo para jogar. Eu desisti de fazer grandes campanhas com meu grupo por que a gente nunca terminava, nossa periodicidade de jogos é muito confusa, jogamos praticamente de 2 em 2 meses num domingo, infelizmente é o único modo que encontramos para jogar, por isso, as histórias acabam se perdendo. Daí resolvi fazer esse método de iniciar e terminar a aventura no mesmo dia. Os personagens crio particularmente com cada intrigante do grupo pela internet mesmo, para no dia só sentar e jogar!

    Enfim, continue com o ótimo trabalho no blog! Abrçs! =)

  9. Segui todas essas dicas pra narrar Avatar (o desenho dos dobradores) no Marvel RPG moderno e tem dado certo. Facilita também que todos os jogadores da mesa assistiram o desenho todo, hhehehe

  10. O grupo com quem eu costumava jogar passou a vida inteira se dividindo entre D&D e Vampire. Eramos desesperados principalmente com histórias medievais. Certo dia nosso mestre acenou com a ideia de uma campanha de Star Wars. O grupo achou interessante pois todos eramos fãs da série, mas estavamos com o pé atrás de encarar uma campanha em um cenário tão diferente do nosso habitual, inclusive deixamos isso claro pro mestre, ele sugeriu apresentar o material pra gente na semana seguinte. Quando chegamos ao local de jogo, ele nos apareceu com todos os livros (mesmo que em inglês) em um tablet… o que já animou o pessoal, depois contou toda a história, foi ensinando a gente a fazer a ficha, fez uma mini aventura só pra gente sentir a trama e hoje eu estou desesperado para chegar amanhã, dia que completa 2 meses de campanha e nossa última reunião foi interrompida justamente no momento em que meu googan, Jar Jar Fathin, protagonizou uma das mais belas fugas entre os membros da aliança rebelde, conseguindo desativar uma cela dentro de uma aeronave, recuperando seus objetos e armas, derrubando 3 tropers e dominando a aeronave fazendo-a pousar no meio do deserto hahhhahaha.

Deixe um comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s